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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A Atitude Graciosa Luciférica


  Cabe esclarecer que a AGL (Atitude Graciosa Luciférica) não é um conceito simples e que poderia ser resumido facilmente, mesmo que para o virya, usando a intuição, pode parecer algo muito óbvio. A AGL expressa um VALOR extremo diante de um Símbolo Sagrado. Valor este, que não tem nada a ver com o termo vulgar “valor” usado baseando-se em uma premissa moral e conceitual atual. Devemos voltar à etimologia da palavra VALOR, para o Latim que significa VALEO. Não irei me estender em demasia sobre tal etimologia, mas refere-se originalmente a “ser forte”, valente, etc. Ou seja, o oposto de Temor é Valor. Tal Valor diante de um Símbolo Sagrado é senão uma Vontade egóica da esfera Ehre. Vontade esta manifesta pelo Paráklito do Incognoscível. Oposto não antagônico, mas algo como Valor expressar um sentido superior e temor inferior.

  A AGL é o riso luciférico diante do perigo, a vontade luciférica frente a tensão dramática do símbolo sagrado do qual se está diante. No oitavo tomo dos fundamentos da sabedoria hiperbórea, tal conceito é melhor definido, mas não recomendo pular os tomos ou a ordem da leitura, pois o entendimento será nenhum.

  Assim, abaixo usarei algumas citações para trazer luz um pouco a questão, mas essencialmente a leitura de todo material esclarecerá por completo:

  Ao contrario do Pasú, a conduta do virya se rege pela ação do Eu, na qual é uma “manifestação indireta do Espírito”, e por isso uma Ética que formule seu comportamento moral não pode ser mais que qualificada de NOOLÓGICA, isto é, de “espiritual”. Porém, não sendo o virya desperto o exponente de uma personalidade conformada arquetipicamente, tem-se que advertir que não é tarefa fácil descrever e formular algo semelhante a um “tipo moral ideal”, uma figura a que o virya perdido possa adaptar-se por imitação. A Ética noológica não propõe, pois, um conjunto de traços morais que devam ser cultivados, ou uma pessoa moral a que imitar, senão que descreve em termos da Estratégia Hiperbórea, qual é a ATITUDE que o Eu perdido deve adotar para conseguir a máxima orientação até o selbst, até o Eu desperto: esta atitude é denominada pela Sabedoria Hiperbórea como graciosa luciférica, porém só com muitas prevenções pode ser considerada característica de um “tipo” isso ao qual falaremos extensamente do “tipo graciosa luciférica”. Isto ocorre porque outras atitudes clássicas do virya perdido são indubitavelmente típicas, tais como a “atitude lúdica”, e a “atitude sacralizante”, o que nos permite situar a “atitude graciosa luciférica” no extremo de uma escala tipológica e referir-nos a ela como uma espécie de tipo superior. Não temos que insistir, desde logo, no equivoco de uma tipologia que inclui em sua classificação a um ser essencialmente inclassificável como é o virya desperto ou o Siddha; não obstante, salvando o paradoxo do caso, no outro inciso será exposta a Tipologia Aberro, entre cujos tipos se encontra descrito o gracioso luciférico. E a Ética noológica, a única verdadeiramente espiritual, será assim compreendida à luz da tipologia Aberro, como contraste de um contexto ético global do virya perdido.

  Porém o virya perdido é “um pasú” com linhagem hiperbórea: só mediante a Traição dos Siddhas Traidores, mediante o aprisionamento dos Espíritos Hiperbóreos, o pasú se converte em virya perdido. De não ocorrer a Traição Branca, o pasú deveria ajustar sua conduta moral à Ética psicológica, expressão microcósmica da Ética demiúrgica. Por isso, sendo O PASÚ o substrato substancial do virya, ser essencialmente híbrido, não surpreenderá que a Tipologia Aberro, em seus tipos inferiores, esteja definida com base ao conceito da Ética psicológica do pasú e se oponha a Ética noológica do virya desperto: no virya perdido O ETICOPSICOLOGICO, determinado pelo Arquétipo Manú, se opõe ao ETICONOOLÓGICO que manifesta o Espírito; e dessa oposição, dessa tensão entre o anímico e o espiritual, dessa confrontação essencial liberada no seio do sangue, surgem os “tipos” de virya perdido que descreve e estuda a Tipologia Aberro. É evidente, assim, a importância que reside contar com um conceito claro da Ética psicológica do pasú.

Fundamentos da Sabedoria Hiperbórea Parte II tomo II O Símbolo Sagrado do PasuÉtica psicológica do Pasu e ética noológica do virya


  A Sabedoria Hiperbórea propõe a prática da Honra. Mas tal Honra não é apenas uma mera ‘virtude moral’ senão uma moral em si mesma, um modo de vida que coloca o virya perdido ‘para além do bem e do mal’, isto é, mais além dos conceitos judaicos de "bem" e "mal". Porque resulta que a Honra é algo que, com o Eu perdido, pode ser despertado. Como? Adotando uma ATITUDE GRACIOSA LUCIFERICA. Segundo veremos, esta atitude desperta por si só o virya perdido e fortalece poderosamente a vontade egóica, favorecendo a mudança definitiva: Isto é possível porque A HONRA DO VIRYA É O ATO DE SUA VONTADE GRACIOSA.

  A primeira resposta se reduz, assim, a uma descrição da “atitude graciosa luciférica”. Porém ocorre que tal conceito, para transmitir com clareza seu significado, requer ser exposto em um marco ETICONOOLOGICO, isto é, em um contexto próprio da Sabedoria Hiperbórea. O desenvolvimento será mais na explicação que, então, construirá neste contexto:
A atitude graciosa luciférica se definira no tomo oitavo como caráter típico de uma TIPOLOGIA ETICONOOLOGICA DO VIRYA PERDIDO, isto é, uma tipologia que só toma em conta o aspecto espiritual do virya, seu Eu perdido. A segunda resposta é a mais difícil de antecipar ainda que constituirá o tema com que se iniciara a explicação. O virya trata de despertar e para isto deve buscar o selbst; mas onde se encontra o selbst? Não tem que insistir onde até a pouco, antes do Dia do Espírito, a resposta a tal pergunta formada partirá do Mistério. Hoje, sem embargo, podemos responder a ela POR MEIO DE UM SIMBOLO. Não se trata, desde logo, de um símbolo novo, o que resultaria suspeito e absurdo, senão de um muito antigo, que os homens de Cro-magnon salvaram da Atlântida e conservaram por milênios como mostra do mais elevado saber, como representação de uma verdade terrível, revelada aos homens pelos Deuses. Aqueles “Deuses” foram, supostamente, os Siddhas de Agartha, quais durante um largo período reinaram sobre a Atlântida tentando transmutar as raças de viryas perdidos mediante métodos carismáticos de Estratégia Hiperbórea. Nesse tempo o símbolo ao que aludimos, e que vamos chamar de LABIRINTO EXTERIOR, era a chave de transmutação da mais alta Iniciação, o fundamento do Mistério: por seu intermédio, isto é, pela apreensão de sua verdade oculta, o homem semidivino podia transformar-se em Deus.

Fundamentos da Sabedoria Hiperbórea Parte II tomo ISegunda carta aos Escolhidos


  Deixaremos exposto que os conceitos aos quais colocamos, têm como forma principal a reflexão. Cada qual terá suas próprias, e acredito que para todos estudantes da Sabedoria Hiperbórea, o propósito seja justamente este. Assim pressupõe-se que os "buscadores" que aqui chegaram a ler estes artigos, tenham lido ao menos parte das obras do Pontífice Luis Felipe Moyano. Desta forma, poderemos refletir, ajudar, orientar e expor materiais para reflexão e não DOUTRINAÇÃO acerca da gnosis primordial. Também acredito necessário, apenas os que leram por um mínimo, poderiam publicar, expor e ajudar outros com resolução de dúvidas a novos estudantes da gnosis primordial como formas orientativas apenas, caso contrário, será pura dialética racional e especulativa e para isto existem muitos fóruns e sites na internet que fazem bem este papel.

  Concluindo, a AGL não é uma "atitude" no termo próprio de atitude, é mais além. Não se trata de uma imposição para com a vida e sim perante símbolos sagrados que a permeiam. E para a compreensão do que seja um Símbolo Sagrado é importante ler os FSH (Fundamentos da Sabedoria Hiperbórea) e também os livros publicados por Gustavo Brondino. Mas de qualquer forma, devemos saber que existe uma enorme diferença entre a vontade psicológica e a noológica. E para compreender ambas, é necessário também o estudante entender a fundo as obras de C.G. Jung (a ser lida complementarmente a posteriori), que ajudará no processo.

Lvcivs Vorenvs - Legio • VI

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