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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Orientação Energética e Referência a si Mesmo

  Devemos deixar bem claro, que Nimrod de Rosário, não deixou nenhuma doutrina, pois a Sabedoria Hiperbórea não é uma doutrina é uma Gnosis, e quem leu compreende o que isso significa. Logo, racionalistas, céticos, agnósticos e ateus, caso sejam fadados baixo estes arquétipos, não podem compreender a Gnosis, pois esta requer a emergência de símbolos no umbral de consciência até a esfera de luz ou consciência.. Tal compreensão dos símbolos não se dá pela esfera afetiva ou racional, e sim pelo equilíbrio da referência a si mesmo do ente até atingir o umbral de consciência e alcançar a esfera de luz.

Abaixo citaremos para esclarecer melhor:

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FIGURA 22

  Na figura 22 temos representadas as três esferas energéticas que constituem a estrutura psíquica do pasu. Nela se encontra destacada a “esfera de sombra” que, segundo sabemos, se conforma pela compenetração das esferas afetiva e racional; a esfera de sombra e a esfera de luz compõem, por sua vez, a esfera de consciência. Também está indicado o nível Ψ do umbral de consciência.

  Vamos explicar agora uma importante definição, apoiando-nos para sua explicação na figura 22. Trata-se da ORIENTAÇÃO ENERGÉTICA O CAMPO RACIONAL E O CAMPO AFETIVO. Já sabemos que as esferas racional e afetiva devem considerar-se como “espaços análogos”; a partir daqui vamos supor que tais espaços consistem em CAMPOS ORIENTADOS segundo a direção das flechas (3) e (4).

  Isto deve entender-se assim: TODO SÍMBOLO SITUADO NA ESFERA RACIONAL, MAS FORA DA ESFERA DE SOMBRA, EXPERIMENTA UMA “FORÇA DE CAMPO” QUE O IMPULSIONA EM DIREÇÃO AO CÉREBRO; TODO SÍMBOLO SITUADO NA ESFERA AFETIVA, MAS FORA DA ESFERA DE SOMBRA, EXPERIMENTA UMA “FORÇA DE COMPO” QUE O IMPULSIONA AO CORAÇÃO. E o que ocorre NA esfera de sombra? Resposta: Por se produto da compenetração das esferas racional e afetiva, cujos campos têm orientação inversa, A ESFERA DE SOMBRA APRESENTA UM CAMPO DE ORIENTAÇÃO NEUTRA. Em outras palavras, as orientações dos campos racional e afetivo se neutralizam no campo misto da esfera de sombra.

  Em resumo, nas esferas da estrutura psíquica, em seus “espaços análogos”, temos definido um “campo orientado” que tem a seguinte propriedade: todo símbolo emergente, por efeito da “orientação de campo”, resulta “orientado” em cada esfera pela qual se desloca.

REFERÊNCIA A SI MESMO:

  Consideremos, por exemplo, o símbolo I da figura 21, que emerge a esfera de luz. Por causa da opacidade intrínseca da esfera de sombra, o símbolo começa a perder energia desde o primeiro instante de seu movimento. Mas a esfera de sombra se compõe das esferas racional e afetiva, compenetradas entre si; a energia cedida há de partir-se, pois, e maneira proporcional entre ambas. Proporcional em relação a que? Ou seja, quem determina o grau e energia que há e receber cada esfera? Resposta: as referências racional e afetiva QUE CONSTITUEM A REFERÊNCIA A SI MESMO.

  Resulta assim que a referência a si mesmo É UMA RELAÇÃO ENTRE DUAS MAGNITUDES VARIÁVEIS, uma racional e outra afetiva. Logo, “variável” é uma qualificação geral, tomando em conta que as referências racionais e afetivas VARIAM de um esquema a outro. Mas, em UM ESQUEMA PARTICULAR, as referências são FIXAS, características da impressão que o ente tenha causado em cada esfera durante a transcendência de seu desígnio. Diremos então que a “referência a si mesmo” é uma FUNÇÃO das referências racional e afetiva, tal como, analogamente, dizemos que a esfera de sombra é uma FUNÇÃO das esferas racional e afetiva.

  A potência ativa do conceito xx, ao dotar de energia o símbolo I, o refere a si mesmo em função das referências racional e afetiva. A magnitude de cada referência reflete à medida que o ente afetou as esferas racional e afetiva e É EM PROPORÇÃO A TAL MAGINITUDE QUE O SÍMBOLO CEDE ENERGIA À ESFERA DE SOMBRA. Mas a esfera de sombra é um campo de orientação neutra, que ocorre quando o símbolo I descarrega energia nas esferas (3) e (4) que o constituem? Resposta: se desequilibra a neutralidade do campo misto e o símbolo I experimenta forças que o orientam no sentido do campo (3) e do campo (4); estas forças são também proporcionais à magnitude das referências.

  Vamos distinguir três casos, (a), (b), e (c), os quais o símbolo I manifesta diferen¬tes magnitudes nas referências que determinam a direção de sua energia.

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Figura 23

  Caso (a): o símbolo I apresenta máxima orientação a si mesmo. Na figura 23 (a) temos representado analogamente o caso (a); ali se observa que, em efeito, a “referência a si mesmo” é uma função das referências racional (3) e afetiva (4). Também se vê que a “referência a si mesmo” consiste, corretamente, em uma direção até o umbral de consciência (Ψ). Mas, concretamente, qual é o caso (a)? Resposta: aquele no qual um ente externo afeta de maneira equilibrada às referências racional e afetiva. Neste caso as referências com que a potência ativa determina a energia de I são equivalentes, MAS OPOSTAS: como resultado de sua ação, a energia tem sempre uma direção intermediaria, a qual denominamos, para abreviar, “referência a si mesmo”.
O fato de que as referências (3) e (4) sejam OPOSTAS deve interpretar-se como que “O RACIONAL SE OPÕE AO AFETIVO” ou que” O AFETIVO SE OPÕE AO RACIONAL” ou, em conseqüência, que “O AFETIVO É IRRACIONAL”.

  A direção da energia I, sua primeira intenção, é, então, uma “resultante” das referências (3) e (4). Entretanto, isto não significa que as referências se tenham fundido irreversivelmente em um único movimento: EM TODA REPRESENTAÇÃO CONSCIENTE, O SUJEITO CONSCIENTE DISPÕE DA FACULDADE DE DECOMPOR A PRIMEIRA INTENÇÃO EM SEUS COMPONENTES, RACIONAL E AFETIVO, E PERCEBÊ-LOS SEPARADAMENTE.

  Caso (b): o símbolo I está RACIONALMENTE DESEQUILIBRADO, como indicado na figura 23 (b). Este é o caso no qual a referência racional é predominante na determinação da direção energética: isso implica que a energia será cedida em maior medida à esfera racional e, portanto, QUE A FORÇA DO CAMPO RACIONAL SERÁ SUPERIOR À DO CAMPO AFETIVO. Qual é seu efeito? Resposta: O símbolo I não seguirá uma trajetória direta até a esfera de luz senão que se INCLINARÀ em direção à esfera racional. Se o desvio não é muito grande, o símbolo emergirá finalmente e se fará claro para o sujeito consciente, mas, observando a figura 22, comprovamos que se o símbolo se desvia o suficiente PODE SAIR FORA DOS LIMITES DA ESFERA DE SOMBRA. O que ocorre, então? Resposta: no caso (b) o símbolo I penetra na esfera racional e, segundo explicamos, “experimentará uma força que o orientará em direção ao cérebro”. Aqui por “cérebro” deve-se entender “o sujeito racional”, cujo acento no macrocosmo é a memória arquetípica ou cérebro. No caso (b) extremo o símbolo I poderia abandonar a esfera de sombra e ingressar na esfera de percepção do sujeito racional, sendo novamente esquematizado, AGORA COMO ENTE INTERNO.

  Caso (c): o símbolo I está AFETIVAMENTE DESEQUILIBRADO, tal como se observa na figura 23 (c). Este caso é exatamente inverso ao caso (b): a referência afetiva é maior que a racional e o símbolo cede mais energia à esfera afetiva; em conseqüência, sua direção se desvia da esfera de luz e se “inclina” à esfera afetiva. Como em (b), o símbolo emergirá se o desvio não for muito grande, mas em caso contrário abandonará a esfera de sombra e se internará na esfera emocional. Que ocorrem então? Resposta: “experimentará uma força que o orientará ao coração”. Mas aqui por “coração” devemos entender SUJEITO AFETIVO, ou seja, SUJEITO IRRACIONAL: todo símbolo situado na esfera afetiva se dirige ao SUJEITO IRRACIONAL, CUJO ACENTO NO MICROCOSMO CONSTITUI O CHAKRA DO CORAÇÃO.

  Que coisa é um “sujeito irracional”, já que praticamente explicado no comentário 2º do artigo “E”. Ali se demonstrou que o sujeito anímico é análogo a um halo de luz, um único halo-sujeito que transpassa por sucessivos filtros, se manifesta como "racional", "cultural" e “consciente”. O halo "racional" brota pela abertura central de um tampa análoga ao microcosmo, que cobre a um filtro, análogo a alma do pasú, mas, rodeando tal abertura há outras perfurações menores pelas quais também brotam até a luz. ESTES FEIXES, "NÃO RACIONAIS", REPRESENTAM OS SUJEITOS IRRACIONAIS. Dissemos, ali, que essas aberturas secundárias correspondiam a “chakras” ou “centros”, conectados com primitivos esquemas impressos na alma transmigrante.

  Há, assim, no microcosmo, mais de um sujeito irracional, mas que leva o controle do mesmo é o sujeito anímico, racional, que se manifesta nas estruturas da psique e cujas faculdades e funções temos estudado até agora. O sujeito irracional do coração, ao qual vamos denominar SUJEITO AFETIVO, é o mais poderoso de todos os sujeitos irracionais porque a ele se refere à orientação energética a esfera afetiva.

  Por último, sem esquecer em nenhum momento, ”que é função das referências racional e afetiva”, vamos continuar atribuindo à “referência a si mesmo da potência ativa” a direção energética de toda representação.

Fundamentos da Sabedoria HiperbóreaTomo Introdutório - Estudo análogo da "expressão energética do pensamento do pasu".

  Com isto fica claro o que tange esta questão.

Lvcivs Vorenvs - Legio • VI

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