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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Sobre a Leitura de Material Complementar ou Secundário

Considerando a difusão de material da Gnose Hiperbórea no Brasil, assim como o crescimento do número de seus estudantes e interessados, faz-se necessário abordar um tema deveras relevante, cuja importância está exatamente em evitar que os novos estudantes se percam em labirintos de confusões, desse modo atrasando ou dificultando sua senda de Libertação Espiritual.

Refere-se aqui à leitura de outros livros, obras e autores que não os escritos por Luís Felipe Moyano, também conhecido como Nimrod do Rosário, e por Gustavo Brondino, ou seja, à leitura de livros que não façam parte da Gnose Hiperbórea propriamente dita.

Ora, considerando que a Gnose Hiperbórea é dirigida àqueles Viryas Perdidos dotados de Predisposição Gnóstica, e que estes, em geral, se caracterizam por terem passado a maior parte de suas vidas “em busca de respostas para um mundo sem sentido”, muitas vezes procurando respostas para as infinitas perguntas que esse Mundo vil e abjeto nos oferecem em organizações esotéricas filiadas à Grande Fraternidade Branca, é inevitável que a maioria esmagadora dos novos estudantes da Gnose Hiperbórea já tenha tido algum contato, ou mesmo um contato profundo com livros e autores claramente Shambálicos.

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Espera-se, não obstante, que o contato e o estudo das obras da autêntica Gnose mostrem todas as teorias, especulações e afirmações de autores como Blavatsky, Crowley, Regardie, Weor, e outros similares, como aquilo que são: um frágil castelo de cartas de baralho, cuja resistência frente um mero “sopro” Noológico é nula. Todos esses autores filiados às organizações esotéricas da Grande Fraternidade Branca são difusores de confusões, cujo objetivo é afastar o máximo possível o Virya Perdido de sua Senda de Libertação Espiritual, e se possível, Iniciar os “melhores” dentre estes nas fileiras dos Servos dos Demônios de Chang Shamballah, atraindo-os e enfeitiçando-os por meio de promessas de “imortalidade”, “poder”, “paz absoluta” e outras armadilhas para os Viryas Perdidos que, ainda que dotados de Predisposição Gnóstica, não possuem Valor suficiente para se enfrentarem com os Símbolos Sagrados.
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Não sendo possível, portanto, anular certas leituras prévias, só se pode tecer considerações a respeito daquilo que se lê após o Virya travar contato e iniciar seus estudos na Gnose Hiperbórea.

Assim sendo, deve-se dizer já inicialmente, sem temor de parecermos ‘sacerdotes’ ou ‘extremistas’ e sem qualquer preocupação com o que as mentes confusas e covardes possam tecer, que tudo aquilo que está fora da Gnose Hiperbórea, como nos foi passado pelos Kamaradas Moyano e Brondino, é, em alguma medida, Shambálico. Isso é um fato necessário, posto que os outros autores a que se fará referência não eram Iniciados, diferentemente de Moyano e Brondino além de todos estes autores lidarem única e exclusivamente com aspectos do Criado e do drama enfrentado pelo Virya Perdido no Labirinto.

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Isso de modo algum quer dizer que todos os autores externos à Gnose são iguais e, muito menos que todos devam, portanto, ser abordados da mesma forma. A corrupção da Sinarquia do Demiurgo afeta a todas as coisas de maneiras distintas e em distintos graus de profundidade.

Quer dizer isso que, tem sido fato Verdadeiro ao longo de milênios de História que Viryas Perdidos, dotados de Predisposição Gnóstica e de um Sangue Astral Puríssimo, tenham sido capazes de Inconscientemente vislumbrar aspectos fugidios e fugazes da Verdade do Espírito, mesmo sem ser Iniciados, e de algum modo transmitir aquilo que foi ligeiramente vislumbrado por diversos meios, quais sejam a Música, a Arquitetura, a Literatura, a Filosofia e vários outros métodos.

clip_image007Porém, mesmo tendo certos Viryas ao longo dos milênios vislumbrado à distância aspectos parciais da Verdade, ainda assim só se pode sustentar indefectivelmente que o estudo até mesmo de tais Viryas, antes de um estudo profundo da Gnose Hiperbórea, não só não é capaz de nos propiciar respostas para as perguntas e questionamentos de nosso Ser, mas pior, podem acabar nos aprisionando mais ainda nos diversos e intricados caminhos do Labirinto.

Esses Viryas Perdidos, porém, ainda que não possam nos oferecer respostas, ainda assim, podem nos oferecer perspectivas interessantes a respeito de inúmeros temas e conceitos os quais podem de algum modo contribuir em nossa Senda, desde que, tais Viryas e suas obras sejam estudados única e exclusivamente sob a égide e perspectiva da Gnose Hiperbórea.

clip_image008 Ou seja, apenas os Viryas os quais já leram e estudaram as obras de Moyano e Brondino, e que, portanto, dominam a Semântica Noológica estão capacitados para tirar qualquer proveito da leitura de outras obras, ao mesmo tempo sem se deixar aprisionar nos possíveis Labirintos que tais Viryas e suas obras possam oferecer. Em verdade vos digo mais: o domínio da Semântica Noológica, o qual se consegue pelo estudo e reflexão das obras de Moyano e Brondino permitem que um Virya compreenda tais obras de modo até mesmo muito melhor que seus Autores. Pois estes apenas Inconscientemente conseguiram transmitir em suas Obras algum aspecto da Verdade, enquanto o Virya em domínio da Semântica Noológica será capaz de “olhar para além” daquilo que um Virya escreveu, compreendendo aquilo que ele realmente queria dizer, mas que não pôde por não ser um Virya Desperto e um Iniciado.

Mais especificamente podemos nos referir a um certo número de Viryas cujas obras podem nos oferecer perspectivas e reflexões, as quais se interpretadas a partir de uma perspectiva Hiperbórea, são capazes de nos auxiliar ligeiramente na compreensão de certos aspectos do Labirinto Exterior, e das diversas facetas do Véu de Maya, assim como nos exemplificar e apresentar criticamente as atuações e estratégias da Sinarquia dos Demônios de Chang Shamballah.

O que se deve ter em mente, e isso nunca é demais dizer, é que qualquer iniciativa em um sentido sincrético ou “multicultural” de tentar “misturar” ou “aperfeiçoar” a Gnose Hiperbórea por meio da influência e penetração conceitual de elementos que lhe são estranhos, só pode culminar na degradação e corrupção da Gnose, fruto de uma atitude lúdica do Virya que busca trivializar e superficializar a Gnose por meio de sua relativização frente a perspectivas que se encontram fora da autêntica Gnose e que por isso são, necessariamente, em maior ou menor medida Shambálicas.


clip_image012 Muitos estudantes da Gnose Hiperbórea se interessam por autores como Miguel Serrano e Savitri Devi, Viryas cujas obras são classificadas genericamente como “Nazismo Esotérico”. O fato de que ambos Viryas não eram Iniciados inevitavelmente acarreta em que suas obras não são capazes de dar respostas definitivas para o sofrimento e sentido de isolação e abandono existencial que sente o Virya dotado de Predisposição Gnóstica, que já suspeita “haver algo de intrinsecamente errado com o Mundo”. Assim, Savitri Devi acaba se mostrando demasiado fascinada por aspectos meramente Culturais do Nacional-Socialismo, assim como ao mesmo tempo se enquadra no âmbito místico-religioso do Hinduísmo oficial, repleto de influências bramânicas corruptoras. Miguel Serrano, por sua vez, comete diversos equívocos sérios em seus livros, os quais só foram parcialmente retificados após Serrano ter travado contato com as obras do Pontífice Nimrod. Serrano várias vezes confunde as noções de Espírito e Alma, assim como confunde Agartha e Chang Shamballah. Deve ser reconhecido, porém, que as obras de Serrano tem sua utilidade para aqueles poucos e ousados Viryas que pretendam trilhar a via do Tantra, clip_image010desde que se atenda com atenção às recomendações e instruções passadas por Moyano no Tomo IX dos Fundamentos da Sabedoria Hiperbórea, principalmente no que concerne à Mulher-Kali.



clip_image014 Um Virya o qual é, com razão, admirado por muitos kamaradas é sem dúvida o filósofo Friedrich Nietzsche. É impossível ler Nietzsche e não atestar com clareza a influência inconsciente Hiperbórea em suas obras, derivada de seu puríssimo Sangue Astral. Nietzsche aponta com clareza o papel que exerceu o Judaico-Cristianismo na corrupção e degeneração do Ocidente e dos povos Indo-Europeus, minando e solapando a Vontade de Poder desses povos, fagocitando-os por meio de Símbolos Sagrados, causando uma Inversão de Valores que colocou o Ideal Sacerdotal do Rebanho acima do Ideal Guerreiro. Mais do que isso, categorizando a “Moral Escrava” como absolutamente Boa, e a “Moral Aristocrática” como absolutamente Má. A solução que Nietzsche oferece para a “Doença Européia” é claramente apresentada em sua obra póstuma “A Vontade de Poder”: açular o Espírito Guerreiro dos povos Indo-Europeus para que eles possam varrer todo o ranço sacerdotal do Ocidente.


image Outros dois Filósofos os quais se pode mencionar são Schopenhauer e Heidegger. O primeiro, em sua principal obra “O Mundo como Vontade e Representação”, habilidosamente demonstra a falsidade essencial do Mundo, envolto no Véu de Maya, e aponta o “Sofrimento” como única constante existencial e como “Motor do Mundo”. Essa percepção, porém, levou Schopenhauer a abraçar uma visão pessimista da existência, de modo que ele advoga uma forma de “ascese budista” como forma de se libertar do Sofrimento. Deve-se, portanto, tomar cuidado com suas obras, as quais só devem ser lidas por aqueles dotados de Valor Guerreiro, por Kshatryas. Heidegger, por sua vez, deve ser inevitavelmente considerado como o filósofo mais obscuro do século XX. imageApesar da iniciativa corajosa de tentar resgatar ontologicamente para a Filosofia a pergunta sobre o “Ser” ele mesmo, sua derrota nessa iniciativa era inevitável. Heidegger termina em um “beco sem saída”, fruto da tentativa de abordar o “Ser” a partir de uma perspectiva existencialista e acadêmica. Explorou o Labirinto como poucos, mas jamais foi capaz de sair dele. 


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Mais dois pensadores costumam chamar a atenção de alguns Kamaradas. Em verdade, muitos dos novos estudantes de Gnose Hiperbórea têm seu interesse pela Gnose despertado pela leitura de Julius Evola e René Guenon. Ambos foram pensadores daquilo que se chama “Tradicionalismo”, ou “Perenialismo”. Ambos perceberam a falsidade e ilusão da noção de “Progresso”, reconhecendo ao invés que o Tempo Transcendente se manifesta na História do Homem como um processo de Degeneração, ao qual muitos dão o nome de “Doutrina das Quatro Idades”, as quais culminam em uma “Idade das Trevas”, ou Kali-Yuga, exatamente a Era em que vivemos. René Guenon, porém, é muito influenciado pelas Grandes Religiões, clip_image018depositando por isso grande valor no papel da Casta Sacerdotal como guardiã da “Tradição Primordial”. Julius Evola, porém, guarda mais Valor. Diferentemente de René Guenon, Evola reconhece a Casta Guerreira dos Kshatryas como os depositários da Autoridade Espiritual.

clip_image020 Podemos por fim, mencionar Carl Gustav Jung, psicólogo suíço, o qual foi um dos maiores decifradores do funcionamento da estrutura psíquica do Virya Perdido, principalmente no que concerne a manifestação dos Símbolos no Inconsciente do Virya, assim como a maneira pela qual os Arquétipos conformam seu Sujeito Anímico. Talvez esse seja o pensador cuja leitura poderá ser a mais interessante para o estudante de Gnose Hiperbórea, em relação aos outros pensadores mencionados preteritamente.

Enfim, o que se deve ter constantemente em mente é que aqueles estudantes da Gnose Hiperbórea que desejarem ler outras obras o devem fazer por sua própria conta e risco. A leitura de tais obras por aqueles que ainda não leram ao menos uma vez as obras de Moyano e Brondino só poderá levar a maiores confusões, afastando o Virya ainda mais de sua Senda de Libertação Espiritual. Assim sendo, evitem contato com tais e outras obras antes de dominarem a Semântica Noológica da Gnose. A Gnose Hiperbórea, e apenas ela, constitui nossa Arma que nos permitirá Liberar nosso Espírito e derrotar o Demiurgo e suas Hordas de Demônios.


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Artorivs Lvpvs - Legio • VI
Volvntas Invicta!

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