Refere-se aqui à leitura de outros livros, obras e autores que não os escritos por Luís Felipe Moyano, também conhecido como Nimrod do Rosário, e por Gustavo Brondino, ou seja, à leitura de livros que não façam parte da Gnose Hiperbórea propriamente dita.
Ora, considerando que a Gnose Hiperbórea é dirigida àqueles Viryas Perdidos dotados de Predisposição Gnóstica, e que estes, em geral, se caracterizam por terem passado a maior parte de suas vidas “em busca de respostas para um mundo sem sentido”, muitas vezes procurando respostas para as infinitas perguntas que esse Mundo vil e abjeto nos oferecem em organizações esotéricas filiadas à Grande Fraternidade Branca, é inevitável que a maioria esmagadora dos novos estudantes da Gnose Hiperbórea já tenha tido algum contato, ou mesmo um contato profundo com livros e autores claramente Shambálicos.
Espera-se, não obstante, que o contato e o estudo das obras da autêntica Gnose mostrem todas as teorias, especulações e afirmações de autores como Blavatsky, Crowley, Regardie, Weor, e outros similares, como aquilo que são: um frágil castelo de cartas de baralho, cuja resistência frente um mero “sopro” Noológico é nula. Todos esses autores filiados às organizações esotéricas da Grande Fraternidade Branca são difusores de confusões, cujo objetivo é afastar o máximo possível o Virya Perdido de sua Senda de Libertação Espiritual, e se possível, Iniciar os “melhores” dentre estes nas fileiras dos Servos dos Demônios de Chang Shamballah, atraindo-os e enfeitiçando-os por meio de promessas de “imortalidade”, “poder”, “paz absoluta” e outras armadilhas para os Viryas Perdidos que, ainda que dotados de Predisposição Gnóstica, não possuem Valor suficiente para se enfrentarem com os Símbolos Sagrados.
Não sendo possível, portanto, anular certas leituras prévias, só se pode tecer considerações a respeito daquilo que se lê após o Virya travar contato e iniciar seus estudos na Gnose Hiperbórea.
Assim sendo, deve-se dizer já inicialmente, sem temor de parecermos ‘sacerdotes’ ou ‘extremistas’ e sem qualquer preocupação com o que as mentes confusas e covardes possam tecer, que tudo aquilo que está fora da Gnose Hiperbórea, como nos foi passado pelos Kamaradas Moyano e Brondino, é, em alguma medida, Shambálico. Isso é um fato necessário, posto que os outros autores a que se fará referência não eram Iniciados, diferentemente de Moyano e Brondino além de todos estes autores lidarem única e exclusivamente com aspectos do Criado e do drama enfrentado pelo Virya Perdido no Labirinto.
Isso de modo algum quer dizer que todos os autores externos à Gnose são iguais e, muito menos que todos devam, portanto, ser abordados da mesma forma. A corrupção da Sinarquia do Demiurgo afeta a todas as coisas de maneiras distintas e em distintos graus de profundidade.
Quer dizer isso que, tem sido fato Verdadeiro ao longo de milênios de História que Viryas Perdidos, dotados de Predisposição Gnóstica e de um Sangue Astral Puríssimo, tenham sido capazes de Inconscientemente vislumbrar aspectos fugidios e fugazes da Verdade do Espírito, mesmo sem ser Iniciados, e de algum modo transmitir aquilo que foi ligeiramente vislumbrado por diversos meios, quais sejam a Música, a Arquitetura, a Literatura, a Filosofia e vários outros métodos.
Esses Viryas Perdidos, porém, ainda que não possam nos oferecer respostas, ainda assim, podem nos oferecer perspectivas interessantes a respeito de inúmeros temas e conceitos os quais podem de algum modo contribuir em nossa Senda, desde que, tais Viryas e suas obras sejam estudados única e exclusivamente sob a égide e perspectiva da Gnose Hiperbórea.
Mais especificamente podemos nos referir a um certo número de Viryas cujas obras podem nos oferecer perspectivas e reflexões, as quais se interpretadas a partir de uma perspectiva Hiperbórea, são capazes de nos auxiliar ligeiramente na compreensão de certos aspectos do Labirinto Exterior, e das diversas facetas do Véu de Maya, assim como nos exemplificar e apresentar criticamente as atuações e estratégias da Sinarquia dos Demônios de Chang Shamballah.
O que se deve ter em mente, e isso nunca é demais dizer, é que qualquer iniciativa em um sentido sincrético ou “multicultural” de tentar “misturar” ou “aperfeiçoar” a Gnose Hiperbórea por meio da influência e penetração conceitual de elementos que lhe são estranhos, só pode culminar na degradação e corrupção da Gnose, fruto de uma atitude lúdica do Virya que busca trivializar e superficializar a Gnose por meio de sua relativização frente a perspectivas que se encontram fora da autêntica Gnose e que por isso são, necessariamente, em maior ou menor medida Shambálicas.
Mais dois pensadores costumam chamar a atenção de alguns Kamaradas. Em verdade, muitos dos novos estudantes de Gnose Hiperbórea têm seu interesse pela Gnose despertado pela leitura de Julius Evola e René Guenon. Ambos foram pensadores daquilo que se chama “Tradicionalismo”, ou “Perenialismo”. Ambos perceberam a falsidade e ilusão da noção de “Progresso”, reconhecendo ao invés que o Tempo Transcendente se manifesta na História do Homem como um processo de Degeneração, ao qual muitos dão o nome de “Doutrina das Quatro Idades”, as quais culminam em uma “Idade das Trevas”, ou Kali-Yuga, exatamente a Era em que vivemos. René Guenon, porém, é muito influenciado pelas Grandes Religiões,
Enfim, o que se deve ter constantemente em mente é que aqueles estudantes da Gnose Hiperbórea que desejarem ler outras obras o devem fazer por sua própria conta e risco. A leitura de tais obras por aqueles que ainda não leram ao menos uma vez as obras de Moyano e Brondino só poderá levar a maiores confusões, afastando o Virya ainda mais de sua Senda de Libertação Espiritual. Assim sendo, evitem contato com tais e outras obras antes de dominarem a Semântica Noológica da Gnose. A Gnose Hiperbórea, e apenas ela, constitui nossa Arma que nos permitirá Liberar nosso Espírito e derrotar o Demiurgo e suas Hordas de Demônios.












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