Gostaria de me manifestar no que tange o seguinte aos estudantes da Sabedoria Hiperbórea: os demais não tem ação efetiva estratégica nenhuma a não ser antagonismos culturais, e isso nada tem de útil à estratégia dos Siddhas Leais que observam desde Agharta.
Entendemos profundamente os pontos em que a denúncia se faz mister do ponto de vista estratégico em que atuam as seitas shamballicas. No entanto, é importante frisar que (longe do contexto pessoal) o importante é a questão da confusão estratégica sustentada desde Shamballah e os argumentos planetários que participam de tal confusão. A idéia é esta, criar meias verdades; pitadas de informações para confundir e induzir (muitas vezes o buscador) para vias de desespero e adoração (labirintos externos), deixando cada vez mais os viryas adormecidos perdidos nestas redes culturais que induzem sempre, por mais oculto que sejam, à razão, o emocional e outorgado pelo sujeito anímico.
Quem estuda a Sabedoria Hiperbórea profundamente, pode mesmo passar por qualquer argumento sinárquico e sair dele, pois a identificação de elementos shambalicos será facilmente efetuada. Mas para isso é necessária a leitura dos materiais deixados por Nimrod, o Derrotado, e os do camarada Gustavo Brondino; portanto sempre é necessária uma percepção Noológica. Sem isso, cairão em discussões dialéticas, antagônicas e retóricas, onde a emergência cultural e o lirismo empírico serão a moeda de troca. Partindo do conceito de que, atuam sempre as duas operações da razão no cérebro arquetípico, a segunda é a que faz as conjecturas: a comparação. Desta forma, quem estuda a Sabedoria Hiperbórea, sabe que as relações e princípios vão formando os vários Nós que interligam as Idéias, Conceitos, e Princípios, uma verdadeira malha arquetipicamente projetada. Com isso podemos observar que CADA virya tem sua própria PERCEPÇÃO da realidade. Cada um tem sua percepção e “referência a si mesmo” sobre determinado conceito, idéia ou ente, e o transmite aos demais em sua sociedade ou ambiente em que vive. Cada uma destas "verdades" é projetada ao exterior, e como um cubo, não se vê os lados do cubo, ou seja, outros contextos de significação assim levando o virya para uma visão 2D (duas direções) quando este é notadamente racional e cultural; mas se tem uma visão dinâmica em algumas linguagens habituais diferentes (não todas) pode-se ver "além das formas" e compreender algum contexto mesmo que muito oblíquo e tridimensional. Esta é a percepção Noológica do virya.
Por isso que é perigosa a emergência de fóruns de discussões e a conceitualização excessiva e cultural da Sabedoria Hiperbórea dentro de ditames doutrinários. Felipe Moyano sempre alertou para a não banalização da Sabedoria Hiperbórea e sua divulgação exagerada e sacerdotal. Tudo isto leva, ocasionalmente, a racionalização da gnosis hiperbórea.
Alguns começam a responder baixo alguns entes internos ou mitos e arquétipos, como o de profissão, o de sacerdote, ou ainda algum tipo de quimera heróica.
Para evitar tais enganos do nosso cérebro, é preciso compreender profundamente os símbolos ocultos em nossa esfera de sombra, decifrando a linguagem onírica dos sonhos. Mas cuidado: interpretações erradas levarão ao engano e até mesmo a loucura, por isso é importante CADA um decifrar por si mesmo. É fundamental que antes de qualquer orientação ou elaboração de idéias com base nos estudos da Sabedoria Hiperbórea, é preciso MUITA REFLEXÃO, antes de exprimir idéias escritas ou faladas. Reflexão, não racionalização. Assim após muito ler, intuir, refletir e compreender, as palavras não serão já tão envenenadas pelo ego psicológico e a impulsividade na resposta e o sujeito anímico como ditame principal; o anseio pela dissolução de paradigmas muitas vezes não pertence aos demais, mas que acaba atraindo a atenção psíquica do paradigma psicológico destes, formando conjecturas que muitas vezes levam a dialética pura e simples, roubando-lhes energia psíquica e sentido.
Obviamente, que isso ocorre pelo principio da individualidade (anímica psicológica), porém devemos usar isto a nosso favor e não contra, o ideal então seria a INDIVIDUAÇÃO. Usemos a cultura como arma estratégica e não contra nós mesmos. Segundo C.G. Jung, o atingimento da consciência dessa totalidade é a meta de desenvolvimento da psique, e que eventuais resistências em permitir o desenrolar natural do processo de individuação é uma das causas do sofrimento e da doença psíquica, uma vez que o inconsciente tenta compensar a unilateralidade do indivíduo através do princípio da enantiodromia.
Jung ressaltou que o processo de individuação não entra em conflito com a norma coletiva do meio no qual o indivíduo se encontra, uma vez que esse processo, no seu entendimento, tem como condição para ocorrer que o ser humano tenha conseguido adaptar-se e inserir-se com sucesso dentro de seu ambiente, tornando-se um membro ativo de sua comunidade. Afirma ainda que poucos indivíduos alcançavam a meta da individuação de forma mais ampla.
Todas estas discussões acerca de seitas, linhas políticas, nacionalismos, revisionismo, religiões e vias esotéricas de diversas ordens, pode-se resumir a esta única imagem, um fluxograma, contida nos Fundamentos da Sabedoria Hiperbórea Tomo Introdutório:
A vantagem é que a compreensão vem, cedo ou tarde para alguns, e assim poderão todos identificar o inimigo real: si mesmo.
Por isso seguimos, contra o progresso material, a evolução do tempo moderno, contra o Amor e o Ódio (puro e simples), contra o culto e a idolatria de deuses ou entidades, contra o ritual sacerdotal muitas vezes fruto da deturpação cultural. Estamos para ser Deuses e não para servir, somos todos camaradas. E aquele que chegar diante dos Deuses Leais, com uma postura de servidão, sacralização ou temor e não com uma AGL (Atitude Graciosa Luciférica) será completamente DESTRUÍDO. Não por uma ação em consequência, e sim, por um ATO natural de incompatibilidade com a matéria e seus desígnios.
Compreendam este fluxograma e muitas coisas ficarão claras.
A via política, e meios culturais do entendimento, não levarão a nada, senão ao Antagonismo. Mas o buscador se deparará em diversas encruzilhadas e não parará até encontrar a fonte de sua origem e saída.
Resumidamente, coloquemos em prática a gnosis primordial; deixar de lado um pouco a emergência cultural e teórica. Deixando a poesia exagerada e o lirismo de lado, usando a verdadeira atitude luciférica do guerreiro bárbaro. Conhecimento nunca é demais, porém a redundância é uma armadilha clara a estes que vivem à sombra de conceitos que nunca praticaram, e vivem o mito de terceiros, projetando-se ludicamente, ocasionalmente, à atitude lúdica do virya.
Despertar a arte sublime hiperbórea, sua função régia e não cultural, sustentando psiquicamente seus símbolos eternos e virginais, pois de pronto a batalha final estará diante de nós e deveremos ATUAR.













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