Quem vive luta!
Para o Espírito preso na matéria esta frase representa a máxima essência de sua existência. Nunca haverá possibilidade de paz entre a Criação e o Espírito, nenhuma noção de harmonia, nenhum sentido de acordo, nenhuma idéia de trégua. Apenas guerra, enfrentamento, contenda e luta.
A quem tome contato pela primeira vez com a Gnose Primordial isto choca e provoca repúdio; definitivamente, entender que o mundo criado é o Valplads, um campo de guerra, não está à altura de um homem apegado a formalidades mundanas, logo, tais reações de fundo sentimentalista são uma reação esperada para o homem que dorme, e muito mais ainda para o homem medíocre.
Não é sem motivo que a expressão “Guerra” é um dos termos mais recorrentes dentro do conhecimento transmitido dos Deuses aos seus camaradas aprisionados. Absolutamente todos os povos descendentes das estirpes hiperbóreas possuíam a Guerra como meio de vida; tinham na luta, na contenda, na batalha e no enfrentamento um modelo ativo de ativação arquetípica destinado tanto ao processo individual de libertação espiritual quanto à transmutação coletiva da comunidade.
Portanto, qualquer conhecimento gnóstico e eXotérico que ignore o ato da Guerra em sua doutrina é falso e mentiroso. A Guerra é lei extrema de vida que o virya deve seguir, sem meio-termos e sem condições.
O princípio da essência desta conduta de guerra ocorre do aprisionamento do Espírito pelo Demiurgo, passa pela forma que se dá a Criação, pela traição dos Siddhas, pela sua cópia da Pátria do Espírito e da Raça Hiperbórea, enfim, tudo referente à Jeovah é passível de ser declarado guerra pelo virya. Aliás, é na guerra que a verdadeira face do Demiurgo se revela, na dor, no sofrimento, na destruição, na fragilidade da carne, na decadência da matéria, que reflete a consciência demiúrgica em planejar este mundo para que o sangue caído de sua própria criação sirva para enfraquecer a lembrança de quem está preso e minar sua Vontade. A incompatibilidade eterna entre o Espírito, mesmo em seu estado revertido, e a matéria, não possibilita outra via de libertação a não ser a declaração de guerra total contra as potências que agem em nome desta última. Ao virya este é o primeiro ensinamento, e talvez o mais importante, que os Deuses Leais emanam na Língua dos Pássaros. Mesmo não sabendo de seu estado de aprisionamento, o Espírito intui a traição e lembra de sua origem quando age no sentido de modificar, de criar e transcender a existência, o que, no fundo, é um ato guerreiro de transformar a matéria, elevando sua condição inerte de “massa moldada” pelo Demiurgo a uma entidade passível de beleza, de ordem e verdade. Infelizmente, este era justamente o intento do Demiurgo e dos Siddhas Traidores ao prender o Espírito à alma e ao corpo: criar cultura. Como se vê, o plano acabou dando certo.
Para o virya desperto, aquele que conhece o Grande Engano, a Guerra toma toda a amplitude de sua existência, de onde qualquer ato, por mais simples que seja, transforma-se num ato de guerra estrategicamente pensado e calculado para o fim de libertação espiritual e o despertar de demais camaradas adormecidos. O virya desperto ultrapassa o pensamento demasiado humano de ater-se unicamente àquilo que a Guerra trás de ruim e de inesperado. Este sentimento, por sua vez, é projetado à esfera afetiva por arquétipos que substituem o ideal hiperbóreo do guerreiro, que se transforma em mero soldado, do Herói, que passa a ser determinado por ganho material, do Líder, que perde sua força carismática, e do Povo, que se transforma em massa de abate. Toda esta manipulação arquetípica resulta em algo de maior prejuízo para o virya: o medo. Limitado animicamente pelo medo o virya torna-se presa fácil para a fagocitação por Símbolos Sagrados, entregando-se ao controle de arquétipos psíquicos exteriores e desvanecendo sua Vontade. É, aliás, atrás destes Símbolos Sagrados que se esconde o Demiurgo afim de nunca ser apontado, ou mesmo questionado, quanto à presença ou necessidade de tanta dor e sofrimento dentro de sua criação, o que, naturalmente, poderia despertar uma chama espiritual para todo esse engano. O Símbolo Sagrado aquece o coração do virya e transforma esta intuição latente em Amor. Além deste perigo, vemos, principalmente nos dias atuais, nos quais a possibilidade de um combate físico efetivo é pequena, o virya que, em vez de realmente direcionar sua energia no sentido do Vril para só assim tornar-se um verdadeiro Guerreiro e Herói, projeta-se culturalmente na imagem de um guerreiro, ou soldado, ou na presença em um ambiente de guerra. Este é um erro espiritual comum, que levará, mais cedo ou mais tarde, o virya a cair num labirinto exterior sem saída, sendo fagocitação por algum Símbolo Sagrado ou entregando-se a algum arquétipo social, a algum grupo, ou instituição, que promova a atualização de outros arquétipos típicos de temas bélicos. O virya ao cair nesta armadilha não passará do sonho cultural de ser um guerreiro, mantendo a mesma tendência afetiva em julgar a Guerra pelos danos que traz. O virya perdido consegue, no máximo, exprimir uma certa feição com relação à histórias de batalhas ou imagens de guerra, reflexo da herança esquecida e ignorada de seu Signo da Origem, e no geral, sempre cai no mesmo erro de se auto-projetar ludicamente, mantendo seu Eu isolado dos perigos que uma verdadeira guerra pode trazer.
O virya desperto, frente a todo alvoroço sentimentalista quanto ao males da guerra, simplesmente não reage, torna-se indiferente, é uma coisa que não o importa, pois apenas a frieza para assumir uma Atitude Graciosa Luciférica pode resignar os Símbolos que frente a ele surgem durante uma batalha e ameaçam tomar o controle de seu ser. Toda e qualquer Guerra, amparada por ideais espirituais e regida pelas leis eternas das tradições hiperbóreas, está, assim, mais do que justificada.
E esta Guerra começa internamente, onde o Eu luta contra a tendência gregária e instintiva da Alma, que é a essência demiúrgica que envolve o Espírito. Para o virya desperto a Guerra é a chance sagrada de se vingar o Espírito. A partir desta batalha interna, e como Honra ao Pacto de Sangue, o virya declara guerra contra os povos do Pacto Cultural. É na Guerra, mais do que nunca, que ele relembra de forma plena sua existência fora da matéria, e o quão doentia é a Criação. Esta é a Via da Ação, a qual chamavam as civilizações tradicionais, caminho traçado em direção à Libertação, caminho duro, onde só um verdadeiro Herói é capaz de trilha-lo. A Guerra dá a oportunidade para o indivíduo mostrar o máximo de seu Valor e atestar sua pertinência na mesma Estirpe que os mais Divinos Heróis do Espírito, como Nimrod, Aquiles, Leônidas, Hércules dentre outros. É em Honra aos Deuses que o virya expressa o máximo desapego e desprendimento à leis da matéria. E no momento supremo desta eterna batalha, dá-se o fim material de seu corpo, seu máximo desapego fica atestado e sua morte passa de um simples fim para a “morts triumphalis”, a morte em batalha, o destino inexorável do virya.
A virtude máxima do virya, do Herói do Espírito, é lutar sem esperar vitória ou derrota, sem esperar reconhecimento ou premiação. Deuses Guerreiros não vêem indivíduos, apenas ATOS, e o ato de lutar, independente do tamanho ou da força material do inimigo, é a mais nobre herança deixada por todos aqueles Heróis que se sacrificaram em épocas remotas e atuais em nome do Espírito Encadeado.
Para a Sinarquia, a guerra é, antes de tudo, destruição em massa, é técnica de morte. Nimrod de Rosário o atesta: “ A Guerra é a forma que os arquétipos têm de resolver suas diferenças”. Esta guerra movida por motivações financeiras, por questões geopolíticas, por vaidades raciais, disputas ideológicas, dentre outras, são eventos decorrentes dos respectivos arquétipos envolvidos e da energia que dispendiam frente à entelequia do Homem enquanto raça cósmica: o Arquétipo Manú. São falsas guerras, onde o resultado final freqüentemente já se é conhecido. Revolução Francesa, Revolução Bolchevique, Guerra Irã-Iraque, Guerra do Golfo, Vietnã e até essa pretensa “guerra contra o Terrorismo” atual, são exemplos claros de eventos planejados e justificados no macro-processo de constituição do Governo Mundial, onde os povos são jogados em situações forjadas de forma em que apenas o uso da força resolva o falso problema. Um ótimo exemplo disto é a idéia marxista de revolução como uma guerra contra a burguesia; essencialmente é uma guerra justificada pela diferença financeira entre burguesia e proletário, o que, de forma lógica, é a congregação de elementos inferiores das sociedades em direção a desejos materiais não realizados.
O Povo Eleito de Jeovah, sua raça plagiada da Raça Divina dos Hiperbóreos, ajudada pelos agentes da Fraternidade Branca, por vezes, realizam guerras e batalhas que na verdade não passam de matanças rituais. São Guerras Rituais, matanças talmúdicas onde o massacre de seres humanos como gado abatido é oferecida em nome do Deus dos Exércitos, o Uno. Ocorrem de tempos em tempos, ou já inseridos numa época de guerra entre determinados povos. São nestes eventos que toda a mentira, falsidade, e o prazer sádico em ver sangue derramado se mostram evidentes tanto do próprio Criador quanto de seu povo. É umas das formas do que eles chamam Holocaustos de Fogo, massacres previstos nas escrituras sagradas do Povo Eleito.
Uma forma de aplacar o fulgor guerreiro do virya encontrada e muito utilizada pela Sinarquia é a idéia de Paz. Esta idéia, expandida em sua forma micro e macrocósmica, é atualizada por arquétipos psíquicos que em conjunto determinam a noção de Paz Mundial, ativando, de forma intensa, o sujeito afetivo e direcionando o sujeito racional no sentido de trabalhar para a construção de um mundo onírico ausente de guerras. Em nível microcósmico a idéia de Paz remete o Espírito a uma noção de adequação a posteriori com a Alma, ou harmonia, uma vez que a incompatibilidade entre os dois é a priori. Este forte arquétipo psíquico foi poderosamente atualizado após a vinda do próprio Criador a este mundo, no corpo de Jesus, em imitação ao Kristus da Raça Branca. O ideal de Paz Mundial, transmitido como forma de promessa futura, toma uma constituição entelequial que se sobrepõe à própria evolução do Arquétipo Manú. Já em sua forma macrocósmica, a Paz constrói um arquétipo coletivo onde a promessa da ausência total de guerra esconde o verdadeiro efeito que é a ausência de busca; surge, daí, uma comunidade entorpecida, vazia, passível de ser preenchida por qualquer outro arquétipo coletivo que a submeta como ferramenta de construção do Governo Mundial.
Neste ponto fica evidente a diferença total entre a Guerra empreendida pelo Espírito contra seu aprisionamento, repudiando qualquer noção material de harmonia e paz, que determina, imediatamente, uma reação do Demiurgo em sentido contrário, portanto, uma certeza inevitável; da guerra forjada pelos Deuses Traidores e membros do Povo Eleito, que é mero derramamento de sangue.
A Guerra pelo Espírito é total, logo, esta essência guerreira expande-se do micro ao macrocosmo onde as Raças Hiperbóreas empreenderam diversas e monumentais Guerras contra os agentes do Demiurgo. São as civilizações baseadas no espírito guerreiro que permitem, através da Ética Guerreira, a ativação de Símbolos Eternos Hiperbóreos, carismaticamente assimilados pelo virya, despertando-o individualmente, e transmutando toda a comunidade. O Império Universal é uma grande máquina hiperbórea de luta espiritual contra a decadência das Raças hiperbóreas e a dissolução do Signo da Origem. A Guerra, como lembrança espiritual da luta do Espírito contra a alma criada, anima todos os âmbitos culturais destas sociedades, desde a literatura, artes e educação, até na própria mitologia, onde encontramos sempre presentes no inconsciente coletivo dos descendentes destas raças os Deuses Leais, organizados aristocraticamente e liderados pela figura de Kristus Lúcifer, Odin, Wothan, Zeus, contra as potências da matéria.
Na literatura, os primeiros textos de nossos ancestrais foram exatamente relativos à Guerra: a Ilíada e a Odisséia, que narram a apoteose dos Heróis gregos na guerra contra os troianos. Temos o Baghavad Gita, um verdadeiro tratado sobre a conduta e a ética guerreira como forma de ensinamento aos homens que se propõem a se tornarem viryas despertos. Citamos ainda as Sagas Germânicas, que, originárias de um dos povos de Sangue Astral mais puro, elevam ao máximo expoente a conduta dos Heróis, sua Honra e sua Virilidade. Poderíamos citar diversos outros.
As tradições bélicas das civilizações hiperbóreas são tão fortes que a Guerra e a conduta geral da população frente a ela chegam a constituir uma verdadeira arte: a Arte da Guerra. A construção de armas, as técnicas de combate, de posicionamento e comando de um exército, a construção de fortalezas protetoras e intransponíveis, são ações que atingiram seu ápice com grandes iniciados nos mistérios hiperbóreos do Princípio do Cerco, do Ponto Tau e do Ângulo Reto. Baseados neles é que foi possível vencer e destruir, por várias vezes na história, os planos dos Siddhas Traidores para a constituição do Governo Mundial. Utilizando-se das armas mais poderosas deixadas por Wothan, as Runas Incriadas, o virya desperto transforma-se num guerreiro construtor, que constrói sua fortaleza interior e forja no exterior Sistemas Reais Hiperbóreos que resultam em Praças Liberadas, verdadeiras fortalezas isoladas do tempo transcendente destinadas a preparação e transmutação de uma comunidade para a Guerra contra o Demiurgo.
Como se pode observar a Guerra do Espírito contra a matéria é sempre inevitável, e o virya, assim, deve se preparar, pois em Honra àqueles que deram suas vidas e aos Deuses, o caminho da luta deve ser trilhado com Valor e Coragem, até o fim.
Avitvs Avgvstvs - Legio • VI
Volvntas Invicta!
VVV












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VVV
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