O virya é o ser resultante do aprisionamento do Espírito revertido, enganado, no corpo criado do pasú, o animal-homem filho do Demiurgo. O virya é uma entidade em potencial que pode elevar-se ao nível do divino – quando segue a energia do Espírito aprisionado – ou chegar ao patamar inferior de agir e pensar como sua parte animalesca que é o pasú.
O virya, por mais adormecido que ele se encontre, por mais preso a ilusão desse mundo que ele esteja, constantemente é incomodado por um sentimento, uma lembrança ou qualquer outra forma de expressão anímica que seja, de algo inexplicavelmente misterioso e distante, algo que lhe infere uma energia volitiva característica, seja negando a existência desse elemento, seja indo em busca de uma tentativa de explicação sobre ele.

O desaparecimento desse Recordo, o que damos o nome de Minne – essa misteriosa lembrança de algo distante e esquecido – é intencionalmente implantada na mente dos homens, afim, exatamente, de impedir que esta energia volitiva seja direcionada para a Transcendência, para a Busca anti-material pela Origem, pelo motivo o qual o Espírito encontra-se presente neste mundo decaído de efemeridade do corpo e da matéria.
O Demiurgo exige que o virya permaneça dormindo, sonhando ou, no máximo, unicamente lembrando. A Busca e a inexorável Luta que o Espírito encarnará no virya é algo que faz tremer ao Demiurgo e seus comparsas traidores de Shambalá, por isso, ele de tudo faz para esconder sua Traição ao Espírito Eterno.
Pois este é exatamente o maior temor de Jeovah, dos Siddhas Traidores e dos representantes da raça eleita: que um homem desperte sua Vontade Absoluta, destrua as cordas que prendem o Espírito nesse mundo criado e desafie diretamente o próprio Criador.
O Virya Desperto é o maior medo do Demiurgo desse mundo.
O Virya Desperto, aquele que realmente está liberto da influência das potências da matéria, irrevogavelmente declarará guerra contra todos aqueles que agem em nome do Uno, contra suas armadilhas arquetípicas, contra suas ilusões materiais e suas manipulações físicas.
O virya desperto é capaz de alterar as leis físicas do espaço-tempo ao seu redor (alteração esta não meramente arquetípica, decorrente da deformação do arquétipo Gravis pela força gravitacional). O virya em sua potência volitiva em direção ao Vril queima e incendeia as infinitas manifestações do Olho de Abraxas que o Demiurgo utiliza para rastrear aquilo que acontece em sua Criação.
Ele consegue enxergar além dos entes criados e de suas dinâmicas ao longo do tempo transcendente, conseguindo prever o destino contido nos desígnios demiúrgicos e dissolver seus sentidos. Acabando com a possibilidade de fagocitação por um símbolo sagrado, coisa passível de acontecer a todo aquele que busque a libertação espiritual.
O Virya Desperto não se projeta no tempo, na verdade, ele consegue isolar seu microcosmo da influência do tempo demiúrgico e tornar-se imune aos efeitos negativos que esse transcorrer temporal provoca no sentido de aprisionar, cada vez mais, o Espírito na matéria. Com isso, o virya é capaz de ultrapassar as barreiras e limitações arquetípicas existentes em seu tempo atual e ser tomado pelo carisma atemporal que o possibilita atuar amparado por um Ethos Guerreiro digno de seus ancestrais como os Espartanos, Romanos ou Cátaros. Portanto, mesmo com a aparente morte física desses povos, o ideal hiperbóreo de libertação espiritual pela ascendência olímpica a uma Ética Guerreira sempre retorna com força na História, formando aquilo a que alguns autores tradicionalistas chamam de Ciclo dos Heróis.
O Virya Desperto em meio a corrupção, a passividade, a animalidade e anti-virilidade do homem moderno, representa e encarna o Espírito dos soldados das Legiões Romanas, ou dos guerreiros Espartanos em marcha contra os povos orientais, em Honra a Zeus, a Wothan, a Lúcifer.
Para o Virya Desperto, o futuro não existe, pois seus olhos estão voltados para a Origem.
Decerto, ele está imune à manipulações ilusórias causadas por estímulos auditivos e luminosos, pois sua alma destruída não mais reage a ativação dos chakras inferiores que tais estímulos provocam, energizando condutas compatíveis com a primitividade e promiscuidade do pasú.
Como uma águia, animal nobre e altivo, o virya desperto posiciona-se acima da humanidade, observa a dissolução espiritual dos entes num turbilhão que tem seu fundo no próprio Criador desse mundo, a volta dos seres à sopa primordial de onde surgiram e à lixívia das almas de Jeovah. O demasiado humano não deve mais importar, não deve ser mais do que ferramenta para a estratégia, em nome de sua Hostilidade Essencial. Com suas garras a águia desce de sua posição superior para atacar sua presa no momento exato; o virya age da mesma forma quando desce de sua posição transcendental para atuar no mundo criado, seja para destruir diretamente os planos dos agentes de Shambalah seja para ir ao auxílio de um kamarada em perigo, um virya dormido.
As imperfeições e a mediocridade intrínseca da alma expressam-se como um desejo eterno de unir-se numa escala maior com uma alma universal demiúrgica, mesmo que para isso seja destruída qualquer noção de individualidade; desta essência gregária surgem os desejos comuns de aceitação e harmonia com as almas ao redor, nivelando toda humanidade numa faixa de desejos e comportamentos que colocam o funcionamento interior e psíquico do indivíduo ao controle de entidades externas forjadas justamente para destruir qualquer propriedade de individualização e expressão do Eu.
Ter uma profissão pelo valor monetário ganho dela e não de acordo com sua natureza interior – seu Eu – , ser reconhecido, comprar, votar, divertir-se, sonhar, são imposições e ambições próprias do comportamento do pasú que direcionam inúmeros kamaradas dormidos em direção ao seu cumprimento de forma plena. Tais ilusões, sem o crivo de um nível superior a qual transcenderem, dissolvem a essência transcendental do Espírito e direcionam a energia volitiva do virya para sua adequação aos arquétipos coletivos que determinam a existência destas necessidades. Democracia, capitalismo, comunismo, cristianismo, protestantismo, doutrinas igualitaristas e o desejo universal de felicidade passiva, são todos macro-processos arquetípicos que ativam as fraquezas próprias da alma minando a resistência do Espírito que dorme, mas que inconscientemente seguia a Canção dos Deuses, por mínimo que fosse esse eco.
O virya desperto, em Honra aos seus kamaradas, atua e destrói a ilusão desse plano decadente, mesmo sem esperar reconhecimento material, aplausos ou ganho monetário. Seu Desapego potencializa seu Carisma.
Porque o Virya desperto conhece como distinguir a mentira por trás da suposta diferença e antítese entre os sistemas capitalista e comunista. Ele percebe o fim último exatamente igual dos dois, que, por trilhas diferentes, atingem um nível máximo de materialismo e provocam a quebra do Espírito. O evento histórico mundial exaltado em conjunto por esses dois irmãos – a Revolução Francesa – é o símbolo da revolta do inferior contra o superior, dos valores passíveis de materialização, medição e cálculo, contra os valores espirituais de nobreza e temperança. É desses dois sistemas que a destruição da noção de superioridade baseada na noção de grandeza espiritual é paulatinamente substituída pelo valor financeiro e calculista de um indivíduo ou de um povo. O lema Liberdade, Igualdade e Fraternidade soa aos ouvidos do virya de forma pura, sem maquiagens ou rodeios: morte, materialismo e fagocitação.
O Virya Desperto conhece o verdadeiro sentido da exaltação do Iluminismo em todas as sociedades mundiais. É a partir deste evento que todos os viryas acentuam as tendências inferiores de seguirem um arquétipo psíquico que os transmutarão em membros da Raça Eleita do Criador. O Espírito, ainda mais enganado e corrompido, rebaixa sua condição ao nível mais inferior passando a servo e escravo do Povo Eleito.
Ele entende o Cristianismo como aquilo que ele realmente é: o mais poderoso plano para impedir o despertar do Espírito: encarnação, num corpo evoluído, do próprio Jeovah produziu a potencialização dos arquétipos Devoção e Verbo Sagrado, poderosas armadilhas que agem em conjunto com Símbolos Sagrados em absolutamente todas as almas existentes. Mas ao mesmo tempo que o Virya Desperto nota esse plano decadente, ele é capaz de manipular com maestria os tapa-signos de tais símbolos e Re-signar o sentido energético que eles teriam no sujeito anímico do ser.
O Virya Desperto, diante das contingências do mundo criado e da matéria, apenas move-se pela Honra, que é seu laço direto e inquebrantável com os Deuses e seus Kamaradas. Sua Honra é seu Valor; a honra é a manifestação do Espírito como ATO e seu Heroísmo provém dela. Heroísmo não apenas em luta ou batalha física, que dependendo da situação e da época nem mesmo existirão – como em nossa época atual, em que o virya dormido usa a negação da existência do embate físico para negar a existência e a possibilidade do Ato Heróico em si – mas que se expressa no âmbito filosófico, político, social, acadêmico, dentre outros.
Este é o Virya Desperto. Um homem de pura Vontade Egóica, movido pela Honra Absoluta, que trilha o caminho mais negro e difícil possível, seu coração é frio como o gelo dos cumes montanhosos e inquebrável como a rocha mais rude; expressão direta do Galhardo Senhor que veio a este inferno mostrar que tudo nele é falso e que seu Criador é o inimigo. Que a Origem é completamente diferente de tudo que já se viu e já se sentiu, inimaginavelmente distante e verdadeira.
Desperta Virya!
Avitvs Avgvstvs - Legio • VI
Volvntas Invicta!
VVV












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