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segunda-feira, 1 de março de 2010

GRÉCIA HIPERBÓREA – Sua Formação

 

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A Civilização Grega é, sem dúvida, uma das mais admiradas dentre todas da história da humanidade. Seus aspectos transformaram-se em paradigmas que inspiraram inúmeras outras civilizações em suas conquistas e realizações. A herança espiritual que deixou não apenas para os povos indo-europeus, mas para todo o mundo que a copiou, é de tal força e beleza que em qualquer sociedade saudável ou com mínimos elementos tradicionais que possua, tal herança é valorizada e mesmo exaltada pela sua importância intrínseca.

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Apesar de toda idealização criada em torno da imagem do homem grego vemos, a partir do Renascimento – que idealiza unicamente os aspectos materiais daquela civilização – , este sentimento adentrar o fluxo de distorção de sentido que apresenta todos os entes na Kali Yuga, e transformar-se numa espécie de objeto utilizado para a justificação de aberrações surgidas no seio das sociedades nesta etapa da Idade das Trevas. O homossexualismo, a pedofilia e a exaltação de uma democracia grega, a qual era totalmente diferente da atual, são exemplos deste fenômeno decadente. Ora, se numa civilização exemplar em matéria de crescimento e humanismo existiam tais fenômenos, nada mais normal que em nossa época atual tais elementos também existam; assim pensa o homem moderno.

clip_image008Mas toda essa admiração e idealização não se reduz a um mero sentimento arquetípico energizado em nível coletivo diante da consciência da etapa dissoluta em que passa a humanidade, não é apenas isto, pois, extraindo-se tais elementos arquetípicos que condicionam este sentimento, purificando da influência do sujeito racional e afetivo, veremos um núcleo espiritual aparecer, que é, precisamente, a Memória de Sangue, a Minne, o chamado do Espírito para o reconhecimento daquela que foi uma das grandes civilizações construídas no ideal Hiperbóreo; na verdade, a Grécia foi uma gigantesca estratégia dos Deuses Hiperbóreos contra os povos do pacto cultural.

clip_image010Foi na Hélade, durante um período em que estirpes divinas provindas de outros mundos do Incognoscível, também encadeadas ao mundo do Uno – os Aqueus e os Eólios – , encontravam-se entregues às influências dos povos do Pacto Cultural, principalmente de suas estirpes mais evoluídas – Egípcios e Hebreus – , que as extraterrestres e divinas Raças Hiperbóreas – os Jônios e os Dórios – desceram a este mundo para a destruição desta estratégia sinárquica que quase constituiu-se num proto-governo mundial. Os sacerdotes Golen trabalhavam no sentido do corrompimento dos Símbolos Hiperbóreos contidos nas construções líticas dos antigos Atlantes Brancos, ameaçavam de destruição aos Tartésios e criaram e difundiram o mito de Perseu que mata a Medusa, que era, na verdade, Pyrena, mito que se espalhou culturalmente na Mitologia Grega já nesta forma distorcida.

clip_image012É engraçado observar numa pesquisa rápida pela historiografia “oficial” os dados e informações relativas às origens e à história destes povos e desta época específica da Antiguidade Grega. Simplesmente não se chega a um consenso universal sobre a época em que tais estirpes apareceram, nem de onde vieram, muito menos a ordem em que surgiram. A situação piora na medida em que tentam construir uma interpretação histórica para os eventos e guerras desta época amparados por fatos meramente materialistas, econômicos ou geográficos.

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Raramente algum texto ou livro aborda os aspectos Hiperbóreos (espirituais) encontrados nesta Civilização e suas origens raciais. No geral, o máximo que vemos é tratar-se de Esparta como “uma cidade autoritária onde prevalecia um regime de educação militar”; ou da Mitologia como “deuses que tinham formas humanas”. A imensa maioria da construção teórica que temos sobre a Grécia nestes períodos primordiais é referente às artes que praticavam e as suas relações comerciais com outros povos. Atingem apenas a superficialidade tanto dos mitos, quando da espiritualidade e da conduta guerreira daqueles povos.

Diante disso, podemos afirmar a existência de um movimento intencional de distorção e/ou destruição de possíveis elementos que ligassem histórica, social e antropologicamente, as diversas estirpes Hiperbóreas, como as similaridades mitológicas, simbólicas e culturais. No seu livro intitulado “Arquelogia Proibida” Thompson e Cremo contam, apesar de certo sensacionalismo, clip_image016como certos dados, certas provas e amostras científicas simplesmente somem e desaparecem misteriosamente quando de sua tendência a formar idéias que não se adequem ao conjunto teórico científico vigente. Longe de tratar-se de qualquer “teoria conspiratória” este é um comportamento amplamente verificável para aquele que se aprofunde um pouco na história da ciência mundial.

Absolutamente toda este herança cultural deixada pela Grécia é fruto da Transcendência que o Signo da Origem, contido nas raças divinas ali presentes, torna possível.

clip_image018Os Jônios e os Dórios foram as duas estirpes que desceram vindos do extremo Norte para a batalha contra os povos do Pacto Cultural que dominavam outras estirpes indo-européias da região naquele momento da história. Não apenas os Aqueus e os Eólios encontravam-se esquecidos de sua origem, mas também os Celtas, os Pelasgos e os Persas estavam entregues aos planos dos Siddhas Traidores e dos Sacerdotes Golen.

clip_image020Estrategicamente orientados pelos Deuses Leais os Jônios chegaram com o domínio da arte construtiva e das ciências líticas, atingiram a Hélade vindos através dos Balcãs, conquistaram ilhas no Mar Egeu, fundaram diversas cidades estrategicamente localizadas, como Efeso e Mileto, escravizaram diversos povos influenciados pelo Pacto Cultural e fecharam o comércio com outras comunidades pelo mar. Seus palácios e suas construções em acrópoles, eram fortificadas com imensas muralhas de pedra, portas de estreitas entradas, com torres reforçando a estrutura. Não eram palácios com requinte de detalhes e conforto, mas sim fortificações que tinham por objetivo cercar e isolar os espaços conquistados afim de perpetuar os Símbolos Hiperbóreos e reafirmar a lembrança da Origem, impedindo a influência do Tempo no esquecimento e na Fadiga de Guerra bem como a reentrada rastejante dos povos do Oriente. É possível encontrar traços desta arquitetura Hiperbórea em inúmeras construções como nas regiões de Egina, Tirinto, Micenas, Mileto, dentre outras.

Os Dórios, por sua vez, inseridos na mesma estratégia, vieram como mestres das artes bélicas, verdadeiros deuses da guerra, marcharam pelo Peloponeso, conquistando todos os povos, destruindo suas culturas sacerdotais. Com seus cavalos Gigantes, seu porte físico imponente e suas armas mortais, dentre elas machados e escudos poderosos, os Dórios chegaram a incendiar a capital do império hitita na Ásia Menor, e até mesmo ameaçaram as costas do Egito enfrentando o faraó Ramsés III. Apossaram-se de praticamente toda a Grécia continental, além de ilhas como Creta chegando até Rodes; cidades como Micenas, Tebas e Pilos foram completamente incendiadas; o suplico dos sacerdotes hebreus e egípcios de nada adiantou, aqueles que sobreviveram refugiaram-se na Ásia Menor. Ao fundar a polis de Esparta, os Dórios consolidam a estratégia dos Siddhas de Agharta e fixam o mito dos descendentes divinos dos Deuses no Espírito Espartano, o que influenciaria os demais povos na adoção da espiritualidade olímpica e solar, digna desta estratégia Hiperbórea. Os Símbolos Eternos Hiperbóreos se propagariam por toda civilização ocidental dali em diante.

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Desta estratégia magnífica os Dórios, os Jônios e alguns representantes dos próprios Aqueus irão constituir a Nobreza da Grécia Antiga. E é exatamente esta Nobreza que sustentará o ideal universal de uma cultura helênica forjada nos Valores do Espírito, a qual foi testemunhada por Homero em seus poemas épicos Ilíada e Odisséia.

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O recordo daqueles tempos migratórios onde uma conduta regida pelo vigor físico, pela altivez, uma visão trágica da existência, da guerra como algo vital, a necessidade de uma organização onde a fidelidade aos líderes militares devia ser total, uma consciência geral de um Valor que só é válido como norma guerreira em Honra aos Deuses; formaram um ideal de Nobreza que criou um código de Ética Cavalheiresca e Heroísmo Guerreiro os quais, por sua vez, determinaram a formação e educação de toda a Grécia na idéia da Arete, a máxima expressão de todas as virtudes espirituais.

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Essa Nobreza grega, organizada por valores aristocráticos, possuía o sentido do Dever como um orgulho por, naturalmente, ser-lhe imposta a responsabilidade por uma exigência de grandeza e superioridade a qual deveria moldar-se o restante dos homens. A partir da essência desta Nobreza Grega o valor guerreiro, o heroísmo, o senhorio, a destreza e a força incomuns transformar-se-iam no atributo próprio de qualquer posição dominante e superior.

Foi em Honra ao Pacto de Sangue que tais guerreiros do Espírito desceram à Criação, por tal fato, não deixaria de existir, no ideal sustentado pela Nobreza grega, um núcleo imutável o qual as contingências culturais não seriam capazes de dissolver, e tal núcleo foi, exatamente, a Honra. A Arete não se separa da Honra. Dela surgiu o alicerce para a construção social de todas as comunidades e polis gregas. A religião do grego era honrar aos Deuses segundo sua própria natureza. Como ética social a Honra era o reflexo do valor interior de um homem, por isto, os homens tratavam-se com respeito e Honras mutuamente e constantemente, pois esta era a ordem social vigente, onde a medida do valor era decorrente dos feitos heróicos ou do cumprimento pleno de suas funções de acordo com a própria natureza do indivíduo. Os heróis, príncipes e comandantes, enfim, a Nobreza, exigiam uma Honra cada vez maior e o maior desastre do homem era a negação de sua Honra.

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A Arete dos Heróis mortos em combate, a memória de seus feitos e as Honras prestadas em sua homenagem passaram de geração a geração e determinaram a base da grandeza da poesia grega, chegando a influenciar até mesmo Platão e Aristóteles, estes que, por sua vez, transliteraram, através do logos, esta essência do ideal heróico da busca de superação do meramente humano, do Criado.

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Aristóteles afirma: “Sabe-se que os homens aspiram à Honra para assegurar o seu próprio Valor, a sua Arete. Deste modo, aspiram a ser honrados pelas pessoas sensatas que os conhecem, e por causa de seu próprio e real valor. Reconhecem assim como mais alto esse mesmo valor”. O mais alto Valor é atingido com a mais alta Honra, e esta com o mais alto Heroísmo e seu fim triunfal: a Morte Heróica. Esta é a origem do desejo intrínseco ao grego de imortalidade, seja atingido através do ato guerreiro, seja através da ascese a um conhecimento superior e divino o qual só se concretiza com o desligamento total da “alma” com as ilusões do sensível criado.

Até o enfraquecimento deste ideal transcorreram séculos, os povos seguidores do sacerdotismo shambálico foram expulsos e suas influências purificadas pela estratégias de Agartha. E mesmo com este enfraquecimento, os alicerces espirituais e arquetípicos para a propagação desta estratégia estavam assegurados com a vinda de Alexandre o Grande e a posterior formação do mundo romano.

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Avitvs Avgvstvs.

Volvntas Invicta!

VVV

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