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sábado, 29 de maio de 2010

Considerações sobre a Sinarquia

 

Um grande inimigo é aquele que possui, fora as outras características intrínsecas de qualquer adversário, perspicácia, sutileza, capacidade de encobrir suas ações, de se passar por aliado, de trair, além de um notório conhecimento acerca da outra parte, que lhe permite predizer, com antecedência, um determinado ato de defesa ou ataque por parte dela.

Todos estes elementos imputam à Sinarquia o título de maior inimigo do Espírito dentro desse mundo da matéria, pois inegavelmente todos eles a Sinarquia os usa com maestria e perversidade, ao azar do Espírito.

Por sua natureza anti-Espiritual a Sinarquia é o maior inimigo dos viryas encarnados na matéria, pois, dada a estrutura arquetípica do Grande Engano criada pelo Uno, é a Sinarquia quem gira suas engrenagens, é seu motor essencial, lubrificada pela dor e sofrimento eternos, intrínsecos à Criação, que auxiliam o obscurecimento da Recordação da Pátria do Espírito. Tais elementos, agindo em uníssono, convencem ao homem que sua existência é limitada e restrita por Leis que governam o mundo criado ao seu redor, o que dissolve, paulatinamente, a Vontade de Potência – o ímpeto do Espírito confuso em busca de orientação –, trocando-a por instintos e comportamentos próprios do animal-homem, do pasú, o qual, por sua vez, é programado para cumprir pautas que obedecem a tais Leis – sem a Transcendência que é capacidade da Vontade –, por isto eles às exaltam e às louvam, e isto, em última análise, é louvar-se e ajoelhar-se ao próprio Criador destas Leis: Enlil, o Uno, Jeovah-Satanás.

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Sinarquia é a entidade, física e metafísica, que encarna o processo de fagocitação universal dos entes criados em direção à sua enteléquia final que é o próprio Demiurgo. Sua expressão inteligível mais palpável é o Governo Mundial, que congrega todas as identidades culturais, raciais, religiosas e espirituais, previamente destruídas, ou pelo menos relativizadas, num macro-arcabouço existencial de seres máquinas, humanidade cinzenta, homens zumbis, gado pronto para o abate.

A Sinarquia é o capitalismo, é o comunismo, é o liberalismo, é o marxismo… as bolsas de valores, os sindicatos… a Sinarquia é a KGB, é a CIA, é a Maçonaria, é o Mosaad… são os Druidas, os Templários, Rosacruzes… é o neo-paganismo, teosofia, thelema, e ecumenismo… a Sinarquia é a esquerda, a direita, o Iluminismo, a Revolução Francesa … é o Cristianismo, o Islamismo, o Judaísmo, é o Povo Eleito… a Sinarquia é o amor, o ódio e a paz.

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A Sinarquia é o meio pelo qual o início será igual ao fim. É o guia que leva à Última Noite de Brahma. Sua existência é o atestado de todas as possibilidades que o Espírito tem de extraviar-se na Criação.

A Sinarquia é a única e verdadeira estratégia do Demiurgo, e este é seu maior agente; todas as outras faces ou estratégias menores e agentes menores sugam a seiva da árvore sinárquica e extraem dela a potência necessária para seu funcionamento. Sua sede é Dejung.

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O título de maior inimigo do virya nesse mundo criado, dado à Sinarquia, não é, realmente, desmerecido, uma vez que, analisando todas as suas manifestações acima citadas, percebe-se que dificilmente Ela é identificada como entidade real e una, ou seja, dado sua natureza dicotômica, raramente seus elementos formadores são identificados como pertencentes a uma origem maior e comum. Raramente são entendidos como entes que dividem o mesmo objetivo estratégico, pois bebem de uma mesma fonte e apontam para o mesmo alvo. Suas aparentes antíteses doutrinais nunca são apreendidas de forma que o caráter aparente, parcial e mesmo ilusório de tais contrários mostre-se evidente. A expressão “duas faces da mesma moeda” dificilmente é aplicada no estudo de todas as manifestações políticas, culturais, religiosas, etc., que fazem parte do núcleo sinárquico, e é exatamente esta expressão que pode abrir caminho para um entendimento completo da Sinarquia e da maior parte de seu acervo arquetípico. Em geral, o máximo que se consegue intuir é a provável existência de um grupo fechado de pessoas que comandam grandes acontecimentos em escala mundial.

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Este caráter aparentemente contraditório é o tecido pelo qual a Sinarquia cobre-se e esconde-se, possibilitada pela essência efêmera e corrupta da matéria criada que abriga a ilusão do sensível e permite o jogo dos contrários, do fluir, do devir do mundo, que engana e desorienta o Espírito. É com este mesmo tecido que o Demiurgo encobre a dor, o sofrimento e a escravidão que permeiam o mundo, transformando-os em felicidade e liberdade. Neste tecido tudo é ilusório, sua fibra é Maya – a ilusão do criado –, sua textura a matéria, sua cor a Devoção, e seus enfeites são Símbolos Sagrados.

Como se vê, a Sinarquia é capaz de antecipar uma possível defesa ou ataque por parte de quem esteja lutando contra a mesma. Para isso Ela apresenta a resolução dos próprios problemas que Ela mesma cria. Ela ocupa todo o espaço de saída para suas próprias aparentes contradições, conectando a porta de saída de uma de suas faces com a porta de entrada de outra face, criando labirintos perigosíssimos e duradouros. O virya dormido que num destes labirintos caia só encontrará a saída de um de seus aspectos se for, inexoravelmente, corrompido pelas respostas parciais propostas pelo seu lado “oposto”.

Tomemos dois elementos dos mais poderosos que servem à Sinarquia e que são correntemente tidos como sistemas contrários pelos viryas dormidos: Capitalismo e Comunismo. Atestaremos o caráter não-contrário e sim complementar destes dois polos sinárquicos revelando a mentira e a falsidade que escondem suas pretensas diferenças estruturais, o que pode e deve ser expandido para todo agente constituinte do motor sinárquico.

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Primeiramente, transcorramos, em poucas palavras, alguns aspectos essenciais do sistema Capitalista, pois é como forma de resolução de seus problemas internos que surgirá o Comunismo. Manteremos aqui um nível metafísico de análise à lux aeterna da Gnose Primordial, e amparados pelas Runas Hagal e Odal não abriremos espaços para possíveis confusões provocadas pelo sujeito racional.

De forma geral, podemos afirmar que o sistema Capitalista atua mediante uma distorção materialista de elementos tradicionais oriundos de antigas civilizações hiperbóreas e que se encontravam relativamente mantidos durante toda a Idade Média, elementos estes que conseguiram sobrepujar toda a força devocional do arquétipo Povo Eleito atualizado com a vinda de Jesus e que mantiveram o Cristianismo num estado superficial de existência.

clip_image012O Capitalismo, neste sentido, mantém a estrutura em que esses elementos se conformam na realidade, mas de forma vazia, sem a essência espiritual dada pelo Eu aprisionado, como um esqueleto, a partir de onde ele preenche os espaços com um novo signo que será o vórtice energético que substituirá o elemento espiritual. Este elemento é, no Capitalismo, precisamente, a matéria em sua forma mais promíscua: o dinheiro, o ouro (neste ponto é preciso deixar claro que as riquezas materiais existiam nas sociedades tradicionais, mas a própria realidade e a cosmovisão da sociedade não eram amparadas por tais elementos materiais, cuja função era remetida a planos inferiores).

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clip_image016Dessa forma, o Capitalismo ergue uma realidade, com bases falsamente tradicionais, na qual o elemento econômico e mercantilista passa a animar toda e qualquer forma de identidade, seja ela cultural, religiosa, racial, nacional, etc., onde toda expressão de Vontade e Valor será diretamente aceita ou ignorada mediante sua prévia avaliação econômico-utilitária de geração ou não de valor monetário (o que, aliás, favorece a manipuladores da Kabála Numérica). Este referencial materialista espalha-se por todos os âmbitos em todas as sociedades: a política, uma das artes maiores hiperbóreas, transforma-se em palco de disputas de ganho e perda, a ciência perde sua essência de busca de conhecimento e passa à serva do econômico a fim de gerar meios mais eficazes para a criação de mais capital, a sociedade não mais é estruturada de cima a baixo pelo elemento natural e orgânico da própria natureza interna, e sim que será formada desde aqueles que acumulam mais riquezas, estando estes nos altos postos – independente de valores espirituais como Heroísmo, Fidelidade e Honra –, até o turbilhão de seres cujo estado inferior de animalidade não mais pode ser controlado pelos valores que antes vinham de cima da sociedade. Esta materialização não deixa de fora nem mesmo forças intangíveis como a relação do homem com o divino – na verdade são estes princípios espirituais que mais sofrem com tal processo –, onde todo vínculo não-material do homem com uma realidade suprafísica, divina, a qual ele possa elevar-se (isto válido unicamente para os povos indo-arianos, que realmente se elevam, não para povos semitas e africanos, que a esta realidade se rebaixam), também passa a ser condicionada pelo fator monetário no qual dita a validade ou não desta relação e como ela deve ser conduzida, tudo isto com um máximo direcionamento à esfera racional do Ser. O Capitalismo intensifica o ateísmo cientificista como fenômeno social de larga escala (com isto lá se vai uma grande parcela de viryas dormidos que poderiam despertar por uma estratégia psicossocial determinada). Por fim, o Capitalismo é uma afronta destruidora sobre a comunidade de Sangue, sobre a Nação, corrompendo-a desde cima – de sua manifestação espiritual – até embaixo – promovendo ondas de migrações, miscigenação e misturas a fim de suprir a necessidade de mão-de-obra mais barata.

Diante de tudo isto surge, então, o Marxismo-Comunismo, com o desejo de solucionar estes problemas e criar um “novo mundo, mais justo e feliz”. Idealizado pelo judeu Karl Heinrich Marx, o Marxismo propõe como solução a destruição, por meio de violência, de toda diferença entre as classes sociais surgidas no seio do Capitalismo, dando o posto de comandante desta revolução à classe proletária formada por trabalhadores explorados, com o intuito final de igualar os homens em todos os níveis, para que nenhum resquício de diferença “injusta” possa a existir.

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Ora, naturalmente para quem está imerso na ilusão torna-se plausível qualquer proposta de mudança pelo simples fato de se poder observar a existência de poucos ricos e muitos pobres, de milhares de mortos de fome, e de diversos outros males visíveis do Capitalismo os quais criam uma consciência pela necessidade de se por fim a tais realidades. É dessa forma que o Comunismo “conquista” os Espíritos mais fracos.

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E é neste ponto exato que atestaremos o caráter complementar dos dois: notem que o Marxismo aponta os problemas gerados no Capitalismo tendo como fundo o mesmo referencial materialista (até mesmo porque seu nome é materialismo científico); é ai que reside o caráter ilusório do suposto antagonismo. Expliquemos: para que uma resolução completa daqueles problemas fosse levada a cabo, a própria estrutura da realidade deveria ser limpa do elemento ouro, ele deveria deixar de ser o ponto maior de onde tudo fosse referenciado e deveria voltar ao seu lugar de direito, que é uma esfera menor do homem. Mas o Marxismo assim não o faz, muito pelo contrário, ele eleva à máxima potência o valor do materialismo que chega ao ponto de quebrar toda estrutura metafísica e espiritual da realidade a qual o Capitalismo mantém mas às custas de uma grande distorção materialista.

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O Marxismo não mais avalia as identidades de acordo com seu valor material; partindo do corrompimento feito delas pelo Capitalismo, ele intenta a própria destruição destas identidades como signo de destruição do Capitalismo. O mesmo ocorre com a política, destruída esta, o controle único do Estado passa às mãos da Elite do partido, a ciência mantém o interesse em manipular a matéria ao bem deste Estado; a sociedade nem mais é dividida em estratos diferentes de acordo com o poder aquisitivo, ela passa a ser formada por uma Elite dirigente com mãos de ferro e uma gigantesca massa humana amorfa e trabalhadora. O mesmo ocorre com o ateísmo e a dissolução da essência espiritual, ambos são apagados completamente, assim como a noção de Sangue e Nação, pois o Marxismo impõe uma revolução mundial, desconsiderando elementos raciais e étnicos. É preciso que se diga que é este modelo o que será mais ou menos implantado quando da criação definitiva do Governo Mundial.

Ambos, Capitalismo e Marxismo, são a substancialização do princípio da quantidade sobre a qualidade; a Quantidade pressupõe a adoção de uma visão calculista por parte do homem, ditada pelas regras da matéria e do sujeito racional, pois só a matéria pode ser mensurada; este tipo de visão é um arquétipo que encarna a própria Quantidade-Matéria e se expressará como quantidade humana: as massas; a Massa é o estágio em que o virya pensa por premissas simples e sua Vontade é diluída pela vontade da Massa; o apagamento da Vontade é sinal de morte do Espírito; sem o Espírito o virya volta a agir como o pasú;

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Logo, Capitalismo e Comunismo – a Sinarquia – provoca o ressurgimento anímico do pasú, e a este só lhe cabe ser ovelha de rebanho.

Como se vê, a Sinarquia é um grande inimigo do Espírito nesse mundo, e engana-se quem pensa que ela pretende a morte de quem luta contra ela. Por sua perspicácia Ela sabe o poder que a morte de um inimigo seu tem como libertação espiritual e inspiração carismática sobre outros homens (mors triumphalis), a Sinarquia não pretende a morte, ela intenta transformar seu inimigo em servo, em escravo.

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Entretanto, asseguramos que não é um inimigo infalível; um Virya Desperto conhece bem todo esse modus operandi e armado até os dentes com sua Vontade e as Runas de Wothan ele pode enfrentar de igual para igual este monstro demiúrgico, que assim como seu criador é covarde, pois não tem o todo o poder que afirma ter.

Assim como a matéria não tem poder sobre a Honra, a Sinarquia não tem poder sobre as Legiões de viryas que estão despertando nos tempos últimos em que vivemos. A estes Viryas Despertos sim, a Sinarquia deseja-lhes a morte. E tal se dará numa luta que começa contra a própria alma e seu desejo de servir a este inimigo.

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Portanto viryas nada mais lhes é prometido: apenas guerra!

Ave Legio VI – Volvntas Invicta!
VVV
Avitus Augustus.

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