| Parte II | |
A Destruição de Cartago pelas legiões romanas causou danos irreversíveis às estratégias da Sinarquia no mundo mediterrâneo, sem dúvida, a ponto de causar enormes temores aos Mestres da Fraternidade Branca, e aos Demônios de Chang Shamballah, os quais apesar de dispôr ainda de vários outros Povos sob o domínio do Pacto Cultural nas cercanias do Mediterrâneo, como as inúmeras tribos celtas, os egípcios e os vários povos semitas do Oriente Próximo, não dispunham mais de nenhum Povo que incorporasse todas as características necessárias para atuar como conduíte das estratégias sinárquicas, e que ao mesmo tempo fosse suficientemente potente para se opôr ao fortalecimento da Muralha Atlante-Mediterrânea, estratégia hiperbórea ordenada pelos Siddhas de Agartha, e liderada com brilhantismo por Roma.
O Egito, então, era governado pela dinastia ptolemaica instituída após morte de Alexandre Magno. Ainda que Alexandre tenha falhado em sua tentativa de tomar de assalto as Portas de Chang Shamballah, sua estratégia culminou na expansão da influência e domínio ário-hiperbóreo dos helênicos sobre toda a parte oriental do Mediterrâneo, estendendo-se até às fronteiras ocidentais da Índia. Mesmo hoje, em que a Kali-Yuga está avançada e que todas as formas de degeneração são máximas, principalmente a pior de todas, a miscigenação, é possível encontrar os descendentes dos exércitos macedônicos em países como Paquistão e Afeganistão. A influência hiperbórea nessas regiões orientais, porém, durou poucas décadas após a morte de Alexandre.
Deve-se ter constantemente em mente que a derrota meramente militar NUNCA pôs fim total às estratégias e artimanhas das forças da Sinarquia, as quais primam muito mais pelas táticas de infiltração e subversão culturais internas, do que por quaisquer capacidades bélicas diretas. Assim, os descendentes dos herdeiros de Alexandre logo caíram sob a influência dos sacerdotes semitas, tanto no Egito, como nos outros Impérios orientais formados após suas campanhas.
Toda a margem oriental do Mediterrâneo, portanto, havia retornado ao domínio da Sinarquia, porém não poderiam oferecer ameaça séria a Roma, posto que a Cultura sinárquica, já em operação desde séculos ou milênios, simplesmente havia tornado a maior parte dos habitantes dessas regiões em eunucos efeminados, ou em meras massas subservientes acéfalas, e seus governos corruptos e ineficientes, fundados em princípios políticos falsos, em que mal eram capazes de conter as convulsões internas, estando ainda estes Impérios em constantes guerras entre si.
Na margem ocidental restavam ainda os celtas, povos da Traição Branca, subjugados ao domínido dos Druidas, sacerdotes satânicos de origem hebréia. Os celtas, porém, ainda que seus territórios se estendessem por toda a parte norte da Península Ibérica, atual França e atual Grã-Bretanha, se encontravam fragmentados em incontáveis tribos, e dificilmente poderiam ser unificados pelos Druidas. Desde o Saque de Roma, portanto, os celtas constituíam apenas uma ameaça marginal ao poderio romano, que já durante as Guerras Púnicas contra Cartago estavam sendo combatidos na Península Ibérica.
Não havendo possibilidade de a Sinarquia destruir militarmente Roma, ela passou a se sustentar exclusivamente nas táticas de infiltração e subversão culturais, nas quais ela é absolutamente incomparável. Como todo estudante da Gnose Hiperbórea sabe, “a Cultura é a Arma Estratégica do Inimigo”.
A expansão excessivamente rápida de Roma, trouxe para a Cidade Eterna riquezas materiais inimagináveis, além de coloca-la em contato com uma multiplicidade obscena de toda quantidade de superestruturas culturais sinárquicas, com seus cultos orgiásticos e falicistas, e costumes semitas, e começando a atrair cada vez mais as populações alógenas para uma Roma agora cosmopolita e multicultural, o que deu início a um lento processo de corrosão e dissolução da superestrutura cultural romana, com a anulação dos Símbolos Eternos projetados pelos Pontífices, por meio dos Símbolos Sagrados que cada vez mais eram introduzidos pelos comerciantes romanos, mas principalmente pelos hebreus.
Eventualmente, essa degeneração cultural culminou na polarização da aristocracia romana em duas facções antagônicas, os optimates, defensores da ordem vigente, e os populares, defensores de certas mudanças radicais. Exatamente o que a Sinarquia mais gostaria que acontecesse, ou seja, a desagregação interna dos seus inimigos foi conseguida por meio do agravamento dos problemas econômicos, sociais e políticos, pelos agentes infiltrados.
Começou, então, um período de quase constante Guerra Civil, cujas consequências só poderiam ser consideradas danosas para a posteridade romana, o que só viria a ser sentido quando Roma já estivesse em seus momentos finais, vários séculos depois.
Cada vez que uma dessas facções assumia o poder, seguia-se a execução de todos os partidários da facção adversária. Inevitavelmente, a quantidade de famílias patrícias romanas se reduziu tão drasticamente, que suas posições começaram a ser ocupadas no Senado e nos principais cargos governamentais por comerciantes, cujo único mérito era o fato de possuírem grandes riquezas, geralmente financiados por agiotas hebreus, os quais mesmo nessa época já possuíam grande influência.
Os Siddhas de Agartha, porém, não estavam desatentos a todas essas manobras sinárquicas, e fortaleceram sua influência sobre os elementos sãos da aristocracia romana, desde os Pontífices e as Vestais. A partir dos diversos embates entre as facções políticas, e da Guerra Civil que deveria destruir e fragmentar Roma, como pretendia a Sinarquia, ascendeu ao máximo patamar romano, o enviado dos Siddhas, o “Führer” dos romanos, Imperador e Pontífice Augusto.
Com Augusto é instituído o IMPERIVM, e a estratégia da Muralha Atlante-Mediterrânea alcança seu ápice tornando-se ATO com o máximo de eficácia espiritual.
Conforme Gustavo Brondino, em “O Mistério da Casa de Turdes”:
“A Roma Imperial afirma no mundo o Império e assinala com sua saudação Hiperbórea, o caminho, a via gnóstica que nos conduz a uma ética heróica onde a honra e a palavra empenhada representada em seu ethos, estão por cima do pathos cerimonial e da razão intelectual.
Este bastião da Muralha Atlante-Mediterrânea, soube unificar em si mesma a mais alta ética do valor e da honra, e seus brilhantes estrategistas, seus Pontífices do Pacto de Sangue cumpriram com Honra a tarefa encomendada, e Roma desmascarou os inimigos, do Pacto Cultural. Roma desata a verdade e põe ante os olhos do mundo onde se encontra o inimigo, ela assinala ao principal povo do Pacto Cultural, o povo eleito do Demiurgo Uno, representado na raça hebréia e seu monoteísmo panteísta.”
A instauração do Império em Roma, sob a égide de um Pontífice Hiperbóreo, foi tão eficiente em seu objetivo de destruir os Povos do Pacto Cultural, que a Fraternidade Branca de Chang Shamballah foi obrigada a desenvolver uma estratégia diabolicamente genial para contra-atacar: a encarnação de Jesus, um de seus mais avançados Mestres, por meio do Logos do Demiurgo. Por meio de Jesus, o próprio Demiurgo fez-se carne.
Toda a vida de Jesus, como toda sua Via Crucis, caminho de dor e sofrimento, e portanto caminho de Jeová-Satanás, culminando em sua morte, no sacrifício do “Cordeiro”, enfim, todo o “Mistério” pseudo-esotérico de origem shambálica de Jesus de Nazaré, servem para ocultar uma verdade gnóstica aterradora: Jesus está vivo ainda, no centro da Terra junto ao Rex Mundi. A partir de sua posição no centro da Terra, onde se originam as linhas geocrônicas que cobrem a todo o globo terrestre, o Mestre Jesus opera sua magia negra no sentido de realizar uma transmutação genética total nos Viryas, de modo a fazer com que estes se conformem ao tipo psicológico hebraico. Para realizar essa radical e tenebrosa transmutação o Mestre Jesus atua a partir do Anahata Chakra, do Chakra do Coração, com sua Doutrina do Amor e do Perdão, atingindo os Viryas nesse mesmo Anahata Chakra.
Que o Mestre Jesus foi bem sucedido em sua magia negra, poder-se-ia comprovar por meio de um estudo noológico dos últimos três séculos de história, ou, simplesmente, ouvindo-se a Voz do Sangue, e o que ela fala a respeito dos valores e da ética do homem moderno.
Tendo vindo ao mundo durante o reino de Tibério, porém, ainda faltava muito para que essa estratégia tivesse seus efeitos. Por enquanto, a estratégia hiperbórea estava em seu auge, e os romanos impunham a paz das armas, uma paz de Marte, aos seus inimigos. Bastião após bastião da Sinarquia caía perante o avançar inelutável das legiões romanas.
Toda a Gália celta, bem como as tribos celtas da Península Ibérica já haviam sido conquistadas gloriosamente por Júlio César, comandando sua Legio VI Ferrata, e o poder dos Druidas foi totalmente varrido da Europa Continental, indo se refugiar na Britânia, centro do poder sinárquico na Europa, onde Arquidruidas guardavam a antiga Porta Boreal para Agartha que os mesmos haviam fechado assim que chegaram à Britânia, tendo colocado no lugar da mesma uma Porta para Shamballah.
O Egito, paraíso de sacerdotes, e sede do Povo Eleito anterior aos hebreus, foi subjugado completamente por Augusto, após uma Guerra Civil que o mesmo travou contra Marco Antônio, antigo general de César, que havia sido enfeitiçado para que se tornasse amante de Cleópatra. Ainda que os sacerdotes continuassem subsistindo na região, já que expulsa-los totalmente de um território no qual os mesmos já estavam enraizados há milênios era praticamente impossível, mesmo assim seu poder político foi completamente desintegrado. Assim, Roma seguiu as prescrições hiperbóreas para quais devem ser as relações entre a casta sacerdotal e a casta guerreira. Onde a casta sacerdotal não pode ser completamente exterminada ou expulsa, deve-se impor uma Ordem na qual a casta guerreira seja superior e domine a casta sacerdotal.
Logo, durante o governo do Imperador Cláudio, as legiões romanas finalmente avançaram para tomar a Britânia. Lá, há milênios os Cro-Magnon haviam aberto uma Porta para Agartha, a qual posteriormente foi fechada pelos Druidas. Assim, em 43 a.C. as legiões romanas desembarcam com a finalidade de destruir para sempre o poder dos Druidas, e reabrir a Porta de Thule. O momento mais glorioso da campanha, continuada por Nero, foi quando as legiões romanas impuseram um Cerco à Ilha de Mona, principal centro druídico da Britânia. Lá pereceram centenas de Druidas e Arquidruidas, suas relíquias foram destruídas, bem como seus bosques amaldiçoados e consagrados a diversos Demônios de Chang Shamballah.
Com a vitória romana na Britânia, a Porte de Thule foi mantida aberta por novos 500 anos, segura por meio do cerco estratégico que Iniciados Pretorianos enviados pelo Imperador-Pontífice lá estabeleceram.
Vitória seguindo a Vitória, nesses tempos imperiais áureos, parecia aos Viryas despertos que a Estratégia Hiperbórea Romana era imbatível. Maior glória ainda foi alcançada pelos romanos, do que a glória alcançada com o extermínio dos Druidas.
Após várias décadas de insurreições, de agitações revolucionárias, de ataques a legiões, de tentativas de sabotar a economia romana e de infiltração em todos os ramos da política e sociedade romana, além das subversões culturais, arquitetadas por seus sacerdotes levitas, os romanos finalmente se cansaram dos hebreus. Fechando com chave de ouro os golpes desferidos contra a Sinarquia, Tito, Iniciado Pretoriano, futuro Imperador, liderou as legiões romanas em um Cerco à maldita Cidade de Jerusalém, culminando na gloriosa destruição do Templo de Salomão, foco do Olho de Abraxas, morada do próprio Demiurgo na Terra.
Quão horríveis devem ter parecido esses dias aos sacerdotes, à Fraternidade Branca, aos Siddhas Traidores e ao Demiurgo, no qual as legiões marchavam inexoráveis, destruindo todas as esperanças do Pacto Cultural, causando grande morticínio a seus Povos de traidores e de escravos.
E quão gloriosos para nós, devem parecer esses dias. Apenas a estratégia desencadeada pela Alemanha na fase mais recente da Guerra Eterna pode ser comparada a Roma e sua Muralha Atlante-Mediterrânea.
Conquistados todos os Povos do Pacto Cultural ao alcance das legiões, o Cerco da Muralha Atlante-Mediterrânea se fez completo, e os romanos passaram a se referir ao Mar Mediterrâneo como “Mare Nostrum”, Nosso Mar. Mais do que isso o Império não poderia se expandir sem pôr em risco a operacionalidade de sua Estratégia.
A Paz das Armas conquistada por Roma, porém, como toda paz, foi benéfica para que a magia negra do Mestre Jesus se tornasse cada vez mais eficiente em sua transmutação. Ao mesmo tempo, a Destruição do Templo de Jerusalém causou a Diáspora hebréia, a qual espalhou dezenas de milhares de inimigos por todas as províncias do Império.
Eventualmente, a força da Sinarquia cresceria de modo inimaginável, por dentro da superestrutura cultural romana, e a Sinarquia alcançaria uma vitória trágica, com a chegada de Constantino ao poder.
O Mito do IMPERIVM, porém, aguarda no Inconsciente dos Viryas adormecidos o momento de seu retorno como Sistema Real, apenas uma última vez e para durar até o Fim da História.
Ave Legio • VI – VOLVNTAS INVICTA!
VVV
ARTORIVS LVPVS












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