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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Divisão psicossocial da superestrutura cultural brasileira

De posse da tipologia Aberro descrita pelo Pontífice Nimrod de Rosário no Tomo 8 dos Fundamentos da Sabedoria Hiperbórea, tentaremos nos aproximar daquilo que podemos denominar de uma visão geral do perfil psicocultural formado pelos viryas no Brasil, bem como suas respectivas tendências psicossociais.

Nimrod, na descrição da Tipologia Aberro, relata sobre a essência espiritual dos tipos básicos de viryas perdidos: o sacral e o lúdico. Esses tipos são conformados pelas suas respectivas atitudes diante da emergência do símbolo sagrado na esfera de luz. Formam, cada um, pólos psicológicos que refletem tendências culturais à fagocitação por um ou outro arquétipo psíquico, por uma ou outra estratégia psicossocial.

O virya tipo sacralizante é aquele que, diante da emergência do símbolo sagrado, põem-se de forma submissa a ele, criando uma dependência volitiva. O tipo lúdico por sua vez não vê o significado do símbolo, na verdade, para ele o símbolo sagrado não possui um significado, o mesmo ocorrendo com outros símbolos; para esse tipo de virya nada possui significado para além de sua expressão cultural, nisso, tudo se passa como se fosse um jogo.

Dito isto, passemos à caracterização do espaço brasileiro.

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O Brasil é um país que foi colonizado por inúmeros povos das mais diferentes etnias. Ao longo de sua existência algumas regiões permaneceram fiéis às suas culturas tradicionais como reflexo direto de uma conservação étnica verdadeiramente heróica, pois este país sempre foi alvo fácil de estratégias sinárquicas de destruição de laços étnico-culturais ancestrais e apagamento da Memória de Sangue; isto formou “bolsões” culturais espalhados pelo Brasil cuja estrutura étnica permanece relativamente intacta e que empresta para o resto da superestrutura cultural brasileira elementos tradicionais que formam o seu eixo central, sem os quais tudo desabaria. Por outro lado, a grande massa brasileira irá formar, decorrente de ações estimuladas pela sinarquia, uma caótica, informe e desestruturada rede cultural, a qual denominamos multiculturalismo. Este país é o ápice da estratégia multicultural cosmopolita mundial. clip_image003Dentro dele, um círculo vicioso se forma quando a massa populacional brasileira – a qual é uma verdadeira colcha de retalhos raciais, e por isso, possui defeitos congênitos em sua estrutura cultural interna com um funcionamento defeituoso dos sujeitos anímicos individuais – produz uma cultura cujo significado geral dos entes e fenômenos é doentio, patológico, o que predispõe ao próprio multiculturalismo, que na frente irá formar mais mesclas de todos os tipos, alimentando o círculo.

Aqui nos encontramos no primeiro estrato psicocultural.

Caracteristicamente de capacidade volitiva débil, essa massa humana – verdadeiro turbilhão de almas – é eternamente incapaz de erguer-se a um estado de dignidade espiritual superior; é incapaz de reagir aos fatores que atuam contra sua existência, e, quando não, atuam a favor destes, intensificando o efeito pelo seu poder quantitativo. São germes de sua própria destruição. Corrupção política, violência, drogas, pobreza material, fome, degradação moral, dependência, etc., nada disso é capaz de provocar maior reação.

Toda esta debilidade volitiva decorre da dissolução, no indivíduo, da estrutura cultural interna, que se encontra no mais profundo estrato da esfera psíquica. E isso é precisamente a característica marcante deste grupo psicocultural brasileiro.

É o rompimento dos enlaces entre princípios que formam a estrutura cultural interna – as relações – o que caracteriza sua destruição. Este acontecimento leva à negação e/ou não reconhecimento de determinados esquemas sêmicos, o que resulta no desaparecimento cultural deste mesmo esquema com seu respectivo conceito. Deste estado anímico patológico surge, neste primeiro estrato que descrevemos, uma dificuldade irreversível em reconhecer entes e fenômenos, uma frágil capacidade de percepção dos dados da realidade em suas essências, aliado a um grande número de esquemas sêmicos tradicionais em vias de desaparecimento. Por tal fato, este povo, ou pelo menos esta camada maior a qual estamos descrevendo, é eternamente incapaz de uma empreitada espiritual de valor superior.

Conforma-se, assim, na maior parte do território brasileiro, uma superestrutura cultural em que predomina raciocínios de simples complexidade, comportamentos mecanicamente determinados ou até mesmo decorrentes de reflexos condicionados, todos estimulados pelos Chakras inferiores. Relativismo e promiscuidade são a essência da ética psicocultural desta parcela maior da população. Beiram a selvageria.

clip_image002[7]Logo, como se pode notar, como conduta externa aproximam-se do pasú.

Neste ponto, é preciso recuar um pouco para que se tenha em mente que nesse nível encontram-se também uma grande parcela de pessoas não exatamente mescladas racialmente; falamos em tipos raciais relativamente coesos, mas que pela mesma destruição de sua estrutura cultural interna são de imediato incluídos nessa camada.

De forma simplista classifiquemos os fatos culturais moldados por arquétipos psíquicos que atuam no sentido de destruir a estrutura cultural interna e formar o alicerce cultural desse estrato psicocultural que estamos a analisar, o qual é a base fundamental da superestrutura brasileira (aqui não pretendemos construir um sistema pragmático racionalista sobre este assunto e sobre esta divisão, mas podemos afirmar que o se levou mais em conta foi a tendência cultural predominante, no geral, aquela reconhecidamente anti-espiritual, sinárquica, cujo resultado último é a destruição psíquica interior). Três são suas principais categorias psicossociais:

clip_image0041 – comecemos pela massa de indivíduos moldados pelos dois fatos dos mais explorados pela sinarquia para o rompimento estrutural interno, dado seu intenso poder e rápido efeito negativo sobre a capacidade volitiva; falamos das drogas e da sodomia. Usuários de cocaína, maconha, crack, alcólatras, bem como praticantes da sodomia, seja ela ritual ou outra forma qualquer, como homossexuais, atores e atrizes pôrno e maçons, obtêm o apagamento da Vontade e a destruição de seus âmbitos psicológicos de forma praticamente imediata e irreversível, bem como a inibição funcional de outras áreas da sua estrutura interna;

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2 – indivíduos tomados por completo por arquétipos psíquicos formados por elementos culturais baseados em ritmos tribais de origem africana e shambálica, como samba, pagode, funk, música eletrônica, e seus respectivos eventos representativos na esfera de luz do macrocosmo, como carnaval, bailes, raves, dentre outros;

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3 – elementos culturais baseados na destruição de toda e qualquer noção ética e moral, seja ela qual for, como criminosos, estupradores, prostitutas, traficantes e políticos corruptos;

clip_image0104 – o equivalente espiritual àquilo que corresponde em sua maioria às classes econômicas “D” e “E”, a casta dos servos. A manutenção de uma condição material precária neste estrato, estimulada por programas governamentais sinárquicos, promove o desvio da essência espiritual dessas classes, que é o trabalho braçal, para o ócio total, formando verdadeiros zumbis, que apenas comem e se reproduzem;

clip_image002[9]5 – Seguidores das diversas igrejas evangélicas que brotam às dezenas a cada dia no país. Trata-se de uma estratégia psicossocial destinada para a massa populacional brasileira que se alimenta da degradação da matéria até seu estado de podridão e promiscuidade: doentes, deficientes, pessoas mentalmente perturbadas, cancerosos, criminosos, traficantes, e toda uma gama de patologias anímicas formam o substrato sobre o qual se dá a expansão desses cultos evangélicos, releitura de cultos ctônicos do antigo pasú. A destruição da estrutura cultural interna se faz perceber no momento que se nota a completa incapacidade de um crente em perceber a falsidade dos fenômenos e dos entes envolvidos nos rituais de cura e milagres;

Por este estado geral e os tipos psicossociais citados, podemos concluir que a descrição deste primeiro estrato psicocultural nos mostra a impossibilidade clara de almejar-se a uma estratégia psicossocial de cunho espiritual para este nível. Tornar-se-ia um desperdício de forças e de tempo intentar uma forma cultural que mudasse esse estado. O máximo que se pode fazer é atuar com alguns símbolos afim de conter os ímpetos animalescos – principalmente sua alta capacidade de multiplicação reprodutiva – , instintos vis e necessidades básicas dessa camada. Nada a mais é possível.

Num nível imediatamente acima deste primeiro encontramos no Brasil uma camada formada por indivíduos das mais diversas vertentes psicossociais e arquetípicas existentes, que se caracterizam por ainda possuir um mínimo de poder volitivo e não apresentarem uma destruição maior da estrutura cultural interna, dessa forma, não chegam a apresentar uma conduta equiparada ao do pasú como a primeira camada. São presas que caíram completamente nas armadilhas sinárquicas que compõem o multiculturalismo brasileiro. São viryas caídos no mais profundo sono.

A fagocitação psíquica completa leva a um funcionamento das esferas anímicas internas cronicamente defeituoso e mesmo patológico. Há nos indivíduos formadores desta camada uma certa dificuldade para serem identificados como tipos sacral ou lúdico, pois neles este direcionamento espiritual está conturbado; podemos dizer que “ludificam o sacral e sacralizam o lúdico”.

No geral, podemos identificar este estrato com certos tipos psicossociais principais:

clip_image004[7]1 – pessoas que aderiram à prática de uma determinada religião ou culto de origem oriental (como todas, atualmente, shambálicas), africana ou indígena, onde mesmo o intenso ambiente sacral é incapaz de fazer com que, por vontade própria, cheguem a um significado mais profundo dos símbolos sagrados, mesclando assim o sacral com o lúdico;


clip_image006[7]2 – pessoas envolvidas com a cultura intelectual acadêmica universitária, principalmente tratadistas e seguidores de doutrinas filosóficas modernas como marxismo, pragmatismo, estruturalismo, existencialismo, desconstrucionismo, psicanálise, dentre outras. Acrescentamos também seguidores do ateísmo. Estas estruturas teóricas, conformando-se como meros jogos de palavras e simples mudanças de significados, possuem uma tendência lúdica intrínseca, entretanto, nos indivíduos deste grupo, professores e alunos do meio acadêmico, os elementos teóricos contidos nessas correntes de pensamento são energeticamente intensificados ao nível de um símbolo sagrado, o que fagocita o sujeito racional e posteriormente todo o eu do indivíduo;

clip_image008[7]3 – Toda a classe cultural envolvida no entretenimento público: esportistas, atores de cinema e televisão, cantores, jornalistas, dentre outros, bem como aqueles que consomem este tipo de elemento em alto grau, ou um pouco de cada. Como a cultura sinárquica é por excelência alienante, nesse país tais fatores envolvidos com o lúdico tomam uma ascendência social que beira a emergência de um símbolo sagrado, formando-se uma classe psicossocial a qual se auto-intitula uma dignidade espiritual superior, equivalendo a um verdadeiro de clero religioso e dando base para vários outros arquétipos psíquicos serem atualizados no meio psicossocial do país. Ilustrando de forma emblemática a essência deste grupo podemos citar os participantes de torcidas organizadas de futebol (são os “apaixonados por seu time”) e os “fã-clubes” em geral;

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4 – Grupos culturais envolvidos em toda e qualquer doutrina e seita “new-age”, como neopaganismo, espiritismo, teosofismo, thelema e ocultismo em geral (neste grupo a existência de exceções deve ser encarada como aceitável, principalmente de vertentes do neopaganismo);

Neste estrato cultural que acabamos de descrever, assim como no primeiro descrito, a implementação de uma estratégia psicossocial espiritualmente embasada para o Despertar é praticamente impossível, ou pelo menos de difícil consecução no atual momento que estamos, pois esta confusão anímica entre lúdico e sacral coloca uma dificuldade importante a se considerar: partindo-se de um estado de confusão interior, o indivíduo, mediante uma estratégia psicossocial, pode ascender para um falso Despertar, o qual, em vez de conduzi-lo ao nível do Virya Desperto, transforma-lo-á num tipo puro sacral ou lúdico, ou seja, permanecerá perdido. O que se pode tentar é uma ação individual sobre cada pessoa específica, de forma unitária.

Como se pode notar, os dois estratos psicoculturais brasileitos descritos até aqui, são formados por viryas em extremo sono, em máxima prisão às leis da matéria, ou mesmo praticamente transformados em pasues, como no primeiro grupo.

Neste ponto é que chegamos aos viryas dormidos passíveis de um despertar real, aqueles que demonstram, mesmo de forma longínqua, um sinal de Vontade. Esses são camaradas perdidos nos labirintos sinárquicos que abundam nesse país caótico e aos quais devemos nossa Honra para auxiliá-los a despertar.

O que mais caracteriza este nível é a corrupção da Vontade que encontra-se dormindo sobre a tendência lúdica ou sacral.

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O tipo sacralizante pode ser identificado com profissionais de tempo completo que possuem uma certa valorização social, a qual se reflete nas suas posses materiais. Podemos citar como exemplo profissões de cunho vocacional: advogados, médicos, empresários, cientistas, professores universitários, pintores (exceção feita para os pintores de arte moderna), alguns literatos, alguns servidos públicos como policiais, bombeiros, dentre outros; podemos ainda incluir alguns viryas que professam a religião católica de forma tradicional (obviamente, é preciso que se diga, uma ou outra profissão não exclui um indivíduo de pertencer a um ou outro estrato dos primeiros citados. Como dissemos, analisamos o quadro pela tendência cultural antiespiritual predominante, ou arquétipo psíquico predominante; por exemplo, um advogado que professe a fé islâmica será imediatamente inserido nos estratos inferiores). O perigo maior deste grupo sacralizante refere-se ao gosto pelo luxo, o apego material, e a visão nublada pelo símbolo sagrado que pode os impedir de despertar.

clip_image004[9] O tipo lúdico encontra-se espalhado por profissões de menor alcance social, em geral de tipo não vocacional, que servem para subsistência material do indivíduo, como: operários, agricultores, professores, comerciantes, dentre outros. Este é um dos tipos mais numerosos no Brasil, e sua maior deficiência para um despertar é justamente o que os caracteriza: o rebaixamento do significado dos símbolos gerais, mesmo aqueles que possam servir para tirá-los da ilusão.

Qualquer estratégia que se remeta a este grupo deve ser construída no sentido de fortalecer a Vontade desses indivíduos para que saiam da ilusão de forma definitiva e que atinjam uma purificação maior do Eu. Uma grande arma que se pode utilizar é a Psicologia analítica Junguiana, a qual é capaz de desvendar características individuais relacionando-as com o inconsciente coletivo, clarificando tendências culturais potencialmente positivas e negativas, permitindo uma clarificação dos símbolos emergentes e possibilitando o reconhecimento de seu real significado cultural.

Espiritualmente superior a esta camada, vamos chegar a um nível em que os viryas encontram-se num estado de “pré-despertar”. Nível este formado por indivíduos que além de sua grande capacidade volitiva, caracterizam-se culturalmente por um repúdio profundo ao ambiente cultural brasileiro, bem como um sentido de decadência do mundo moderno e uma postura ética pautada por valores do Espírito.

A formação psicossocial desta camada é no Brasil feita por:

clip_image006[9]1 – Um número considerável de militares das Forças Armadas. Aqueles que em meio ao rebaixamento moral do arquétipo do soldado, ainda se mostram com coragem e valentia para agir e lutar contra obscuras forças sinárquicas que dissolvem aos poucos esta classe;

2 – Indivíduos participantes de movimentos nacionalistas de Terceira Via que começam a aumentar no Brasil. O sentimento de orgulho e reconhecimento por culturas ancestrais onde imperava a ética guerreira e heróica, e a reativação dos laços ancestrais que ligam de forma atemporal os herdeiros que hoje vivem no meio brasileiro, leva, irredutivelmente, ao ideal identitário de valorização de formas culturais de essência hiperbórea, expressando-se na clip_image008[9]política, filosofia e arte, com alguns tapa-signos que permitem a manipulação e a multiplicação cultural dessa corrente. Isso é a ativação da Memória de Sangue, da Minne. Viryas pertencentes a esse grupo têm o poder carismático de sustentar qualquer estratégia psicossocial que seja baseada nesses valores. Todavia, é preciso certo cuidado na manipulação dos tapa-signos e alguns símbolos culturais que se venham a utilizar.



clip_image002[13]3 – Tradicionalistas Evolianos. O tradicionalismo filosófico, ou perenialismo, é uma corrente de pensamento baseada em leis e elementos extraídos das diversas estratégias hiperbóreas levadas a cabo pelos Siddhas de Agartha e pelos guerreiros viryas despertos, como Esparta, Roma, Sacro Império Romano-Germânico, dentre outras. Trata-se de uma transliteração filosófica dos elementos de funcionamento das culturas imperiais das civilizações acima citadas, seus arquétipos característicos. O Tradicionalismo é um produto da Sabedoria Hiperbórea. Como se pode observar, esta é uma via intelectual de imensa envergadura espiritual, podendo despertar nos viryas a Ética Kshatrya, a Recordação da Origem, a Ilusão de Maya, a Honra aos camaradas de batalha e ao Rei do Sangue, a Raça do Espírito, dentre outros inúmeros itens contidos na Sabedoria Hiperbórea. Entretanto, a sinarquia e os Demônios de Shambala não deixariam que esta arma cultural se movimentasse livremente pelos meios acadêmicos e intelectuais pelo mundo, e logo vieram a dividir e a corromper o pensamento tradicionalista com o subterfúgio da elevação espiritual da casta dos sacerdotes sobre a casta dos guerreiros, afirmando que a clip_image004[11]ética sacerdotal é “solar” ao passo que a guerreira seria “lunar”. Esta subversão é sustentada pelo braço sacral do Perenialismo, formado principalmente por René Guenon, Stoddart, Shuon e outros; todos eles forçam o caráter religioso e sacerdotal da Tradição das Origens, remetendo-se constantemente à espiritualidade oriental shambálica e recorrendo aos pontos arquetípicos de semelhança estrutural com a verdadeira Tradição Ariana Hiperbórea para a validação de suas ideias.

A eterna Tradição é heróica. Esta mensagem é passada de geração a geração para todos os viryas presos na ilusão de Maya, desde a Ilíada e Odisséia, até a obra de Tolkien, passando por filósofos, generais, arquitetos, políticos, dentre muitos outros; assim como Heráclito, por exemplo, que no ano 504 a.C. já declara para toda Grécia Hiperbórea: “jucai arhifatoi cauarvterai h eui uousoiz”; “as almas mortas em combate são mais puras do que as que perecem de doenças” (Fragmento 136).

É da casta dos heróis e guerreiros que vem a Verdade. Qualquer desvio deste enunciado é mentira demiúrgica. O Herói é aquele que busca um sentido de existência para além dele mesmo e isso é a essência da verdadeira transcendência espiritual, e é deste ideal que vem a noção de solaridade, aquele que domina seu próprio destino; o mero contato devocional com o divino, que é o papel da casta sacerdotal, é secundário, feminino e, por isso, lunar. O pensador que retratou de forma intelectual e cultural mais perfeita esta “Lei Hiperbórea” foi o italiano Barão Julius Evola. Por isso, os viryas que em contato estão com a verdadeira Tradição, assim como ela é mostrada em Evola, sabem que o mundo moderno em que vivemos é decadente e os personagens que o levam a cabo devem der derrubados. Esta via ativa de elevação espiritual esta em franco crescimento no Brasil, num movimento praticamente irrefreável.

clip_image006[11]4 – Pensadores Eurasianos. Dugin é o maestro que está a conduzir os povos eslavos e, num futuro não muito distante, toda a Europa, a uma nova a verdadeira Revolução: o ideal imperial Eurasiano. Dugin, por um mistério dos Deuses Hiperbóreos, encontra-se na posição semiótica de Iniciado Hiperbóreo em Presente Compreensivo, daí ele consegue desvendar desígnios demiúrgicos bem como manipular certos tapa-signos que antes serviram à sinarquia e que estão sendo substituídos e reposicionados culturalmente para a consecução do Império Eurasiano. A progressiva chegada e clip_image007descoberta das obras e textos do russo no Brasil esta transmitindo esse poder carismático àqueles que empenhados no estudo da obra duginiana estão. Tais intelectuais e simpatizantes começam a sentir o peso da estratégia eurasiana e ver que o Atlantismo é o braço geopolítico daquilo que a Sabedoria Hiperbórea chama de Sinarquia.

É deste último estrato psicossocial que se forma a nova Aristocracia do Espírito que ascende aos poucos no Brasil. São peças fundamentais de qualquer esforço e estratégia psicossocial que se pretenda fazer. Entretanto, um perigo ronda esse grupo, desde os militares até os duginianos, que é a acomodação cultural, ou seja, o perigo de que o entendimento meramente cultural e não noológico dos símbolos e leis que estarão na esfera de luz do macrocosmo leve a ações restritas ao campo unicamente intelectual, acadêmico e institucional no espaço brasileiro. É preciso que se insira o espírito de guerra neste grupo com força intensa e carisma real. E neste ponto a utilização da Semântica Noológica é a terapêutica mais apropriada.

clip_image009 Por fim, chegamos aos Viryas Despertos, aqueles que tiveram um contato noológico com a Sabedoria hiperbórea e estão elevados ao carisma do pontífice Nimrod e inspirados pelos Deuses Leais e Heróis mortos na Batalha Eterna contra Jehova Satanás. Despertaram verdadeiramente do contato e da leitura das duas armas culturais deixadas pelo Pontífice: O Mistério de Belicena Villca e os Fundamentos da Sabedoria Hiperbórea. Possuem a Primeira Iniciação Hiperbórea.

A este grupo não mais se adequa uma classificação psicossocial na forma que foi feita para os estratos anteriores, pois o Despertar que o caracteriza é construído sobre a própria natureza espiritual increada do virya. Mas para um simples exercício didático sigamos com uma divisão possível dentro do ambiente brasileiro.

Um primeiro tipo de virya desperto seria aquele que mesmo com o contato direto com a Sabedoria Hiperbórea ainda não se enxerga como guerreiro efetivo. É o virya desperto em confusão estratégica. Aquele que está em dificuldades com arquétipos diversos como família e profissão, por exemplo, tendo que gastar energia psíquica para vencer determinados direcionamentos à esfera racional e/ou afetiva. Esse realmente é um momento crucial para o virya desperto: ou ele literalmente extermina sua alma e toma a via da ação junto com seus camaradas e os Siddhas, ou então ele é acometido pela fadiga de guerra e armadilhas culturais o prenderão num labirinto duradouro, transformando-o num traidor.

clip_image011E o último estrato é formado pelo Virya Gracioso Luciférico, raríssimo no Brasil, mas que é capaz de destruir desígnios culturais demiúrgicos com um simples sorriso luciférico. Sua marca essencial é seu carisma, que se transmite espiritualmente e favorece outros camaradas a se livrarem de toda Ilusão Criada. Deste tipo é que se conforma uma possibilidade real de mudança do cenário brasileiro, no sentido de formação de uma casta desperta, viril, uma verdadeira e nova Elite.


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 VVV

AVITVS AVGVSTVS

Legio VI – VOLVNTAS INVICTA

AVE LEGIO VI

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