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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Perigos do Anahata Chakra

clip_image002O Anahata Chakra, centro astral do microcosmo que concentra os símbolos mais irracionais, é, de fato, uma estrutura delicada dentro do microcosmo do virya, cujo poder é capaz de aprisioná-lo em várias armadilhas.

O controle deste chakra e a destruição última de suas funções deve ser algo almejado por todo cavaleiro despertante dentro da Guerra Essencial.

Por qualquer um é sabido o quanto um homem ou uma mulher podem ser presos pelas “armadilhas do amor” e desprenderem gastos enormes de energia psíquica por símbolos projetados em entes de carne, gerando dor e sofrimento.

Com relação a amores, relacionamentos, a tudo referido direta e indiretamente ao Anahata e à esfera afetiva, é preciso todo cuidado, pois o virya pode sempre ser pego em momentos em que sua guarda está baixa e as necessidades fisiológicas, aparentemente controladas num certo nível, podem romper com um influxo simbólico da esfera de sombra que o prenderão a este chakra.

No mundo do virya dormido é possível encontrar indivíduos que possuem um interessante e, diríamos até engraçado, controle psíquico deste chakra e da maioria dos processos que o envolvem. Engraçado porque, na verdade, é apenas uma aparência de domínio, que não ocorre sem a concomitante perda e diluição de outras funções psíquicas, como a própria predisposição gnóstica. Acrescente-se a isso o fato de que, em sua maioria, esta suposta habilidade encontra-se na dependência de fatores simbólicos preeminentes encarnados em entes materiais socialmente valorizados, ou numa certa harmonia física, que em nada se liga à proporção natural decorrente da pureza astral e natureza própria, mas pode ser até mesmo uma construção artificial.

Este tipo de virya dormido perfaz o exemplo do homem cuja atitude ética é a pura virilidade fálica, mera sensualidade materialista.

clip_image004Esta deturpação da verdadeira virilidade – que é espiritual, provinda da Honra e da Coragem – encontrada, como dissemos, nesses “varões” ou “machos alfa”, ademais de sua valorização cultural nesse mundo em decadência, esconde um estado de limiar de fagocitação psíquica, ou mesmo de uma fagocitação em nível inicial, do sujeito consciente pelo símbolo sagrado da alma, a anima. É possível assegurar que o estado dos espíritos nessa época da Kali Yuga, em que o inimigo detém o controle de quase todas as formas materiais, é bem propício a estímulos simbólicos que só afirmam o caminho decrescente e concretizam a completa fagocitação do sujeito, levando posteriormente o controle do Anahata Chakra a ser substituído por um controle mais inferior que é exercido pelos centros sacrais. Personalidades do mundo das celebridades, governantes políticos, e demais agentes culturais preeminentes e estrategicamente importantes para a sinarquia, possuem um visível determinismo comportamental derivado do controle exercido pela região sacral, a despeito de sua raça ou movimento psicossocial a que esteja ligado. Tais seres, por quase nenhuma capacidade volitiva, e mesmo uma destruição da estrutura cultural interna quando em estágio avançado, são cultivados e colocados nos postos mais determinantes para a cultural exterior, pois como seres larvais respondem facilmente a estímulos sugestionáveis vindos “de cima”, são, enfim, mais fáceis de controlar.

O estado de fagocitação pelo Anahata chackra é caracterizado pela extrema exteriorização de símbolos envoltos no tema do amor romântico, com perfil arquetípico, na época atual, do estilo pequeno burguês, materialista. É a redução de todas as esferas às funções envolvidas no crescimento e exaltação do amor do pasú pela mulher de carne. Isso, como já foi dito, vem acompanhado de uma dissolução da virilidade, e principalmente da predisposição gnóstica, com a propagação cultural de valores femininos (negativos do aspecto Kali negativo), devido à sincronização da esfera de sombra do ser fagocitado com o símbolo de sua anima e o forte direcionamento de todos os entes à esfera afetiva. No caso em que o controle do Anahata chakra é passado para os chakras sacrais essencialmente apenas um tipo de comportamento será encontrado na base de todos os outros: a promiscuidade.

Em nível coletivo, podemos afirmar que é uma estratégia sinárquica efetiva o crescimento da potência do chakra do coração bem como dos sacrais, podendo o “sentimentaloidismo” e a promiscuidade – esta última designada como universalismo – serem observados na macroestrutura cultural exterior, na filosofia, política, ética, etc.

Aparte destas considerações, focaremos no caso específico do virya solitário, melhor dizendo, em sua estratégia individual, e como as armadilhas do Anahata chakra podem atrapalhar ou mesmo impedir o despertar do Espírito aprisionado.

Ao guerreiro despertante apenas uma prescrição primordial deve ser dada: não se deve gastar demasiada energia volitiva em tais questões amorosas; e para tal intento aconselhamos o exercício estratégico da indiferença frente à mulher de carne, sua beleza arquetípica, seus símbolos e suas características anímicas. A indiferença é um aspecto da AGL, derivado da frieza do coração glacial que deve ter o virya desperto.

A indiferença é um estado espiritual no qual o dispêndio de energia psíquica é mínimo com referência a determinada representação. Através dela o virya despertante tem a possibilidade de permanecer duro e calmo frente a situações correntemente conflitantes as quais invariavelmente consomem energia deixando o homem dormido psiquicamente exausto e fadigado, entregando-se ao primeiro fator cultural que o prometa “esquecer” tais problemas. Brigas, traições, rompimentos, mentiras e jogos são naturalmente os ocorridos que podem ser classificados como consumidores desta energia, podendo chegar ao ponto da formação de egrégoros no plano astral possibilitando a desestabilização de toda estratégia individual.

Deve-se ser indiferente a esses fatores. “Eu simplesmente não me importo com isso” deve ser a frase evocada interiormente pelo virya em casos nos quais sua vida amorosa, o anahata chakra, ameaça tomar preeminência e ascender qualquer símbolo sagrado na esfera de consciência. Um simples sorriso luciférico emitido com todo valor e fria potência pode dissolver todo esse mecanismo psíquico demiúrgico.

O virya desperto sabe naturalmente disso, e seu Espírito é praticamente imune a gastos de energia com tais coisas demasiado femininas. Este tipo de homem superior só pode ser atacado pelo Anahata Chakra através de uma segunda intenção demiúrgica. Esta segunda intenção pode ser desenrolada por processos cármicos do virya em relação ao amor e vidas passadas, aspectos anímicos e mesmo armadilhas do Demiurgo, no intuito de destruir o virya de dentro para fora. O demiurgo “confecciona” para o virya o qual deseja afetar, desde o astral, uma anima similar e compatível com a do virya e em seguida o joga como “isca” para que o virya projete nesta mulher de carne, a anima e então seja “fisgado” por processos cármicos de repetição anímica e amorosos desde outras vidas.

clip_image006Nestes casos, todo o processo passa pela explosão de símbolos sagrados e imagens em sua maioria insurgida mesmo de chakras do corpo todo, onde que existem os registros das vidas passadas e o sujeito anímico da alma do virya, permitindo até mesmo provocar Déjá vus simultâneos com a mulher “isca”. Desencadeiam, então, processos desde o astral, com sonhos, projeções e até ligações com a mulher de carne mesmo que a distância, produzindo efeitos devastadores da estrutura psíquica e mental do virya. Geralmente o Demiurgo se utiliza de criaturas fêmeas, predispostas a perversão, maldade nata do ser e que possuem o aspecto Kali negativo (Kali satânicas) estas mais comuns em tempos do Kali Yuga. A problemática se dá pelo fato de que tal “isca” age consciente, eliminando a possibilidade de “burlar” esta armadilha e se antecipar contra seus ataques psíquicos e chantagens emocionais, pois a mesma tem suas ações determinadas pela egrégora criada desde o astral, confeccionado pela segunda intenção demiúrgica.

clip_image007A partir daí entra-se numa espiral de dor e sofrimento, de dilemas, fantasias, projeções e dramas vivenciados pelo processo cármico anímico, desencadeado por um demônio em forma de mulher, lilith negativa, e esta por crueldade consciente fará de tudo para que mais e mais o coloque de joelhos. A única forma imediata de romper com essa relação, é cortar lhes a cabeça. Claro que em tempos antigos isso era muito mais fácil de conseguir tendo em vista que este era o papel maligno de feiticeiras e nos mitos gregos eram as famosas bacantes (também associada ao mito das vampiras), dos quais heróis e guerreiros a venciam cortando suas cabeças. Nos tempos atuais, o que pode ser feito é cortar a relação de sentido, resignar o símbolo sagrado com toda força que possuir, pois a não resignação ou corte da relação de sentido com esta demônia bacante, levará o virya até mesmo ao suicídio. A mesma absorve toda energia volitiva do virya, como uma vampira astral, e se alimenta disso como meio de existir nesta existência física plasmada em forma de mulher, que tal mito é refletido num dos aspectos da personalidade anímica de uma mulher de carne aleatória, porém com a projeção da anima similar ao do virya a ser atacado.

clip_image009Quando se obtém o êxito de romper a relação de sentido, cortando qualquer contato com esta criatura maligna em forma de mulher, se desenvolve a partir daí outro processo ainda mais doloroso: o colapso mental. Apenas viryas com uma força volitiva muito grande, poderia desenvolver e emergir com tamanha violência símbolos e imagens quase que instantaneamente, mesmo que pela fagocitação do processo, este requer uma força volitiva enorme para que o símbolo emerja à esfera de luz. É então que diante do rompimento emocional/afetivo com este ser vampírico que o microcosmo do virya tenta a todo custo se realinhar, utilizando dos símbolos e imagens que restaram para lhes sugar energias psíquicas como parasitas. É quanto no mesmo tempo, o logos Kundalini, tenta ascender e despertar causando uma ultima tentativa de “assumir o controle” do microcosmo do virya, na tentativa de destruir sua estrutura cultural e assumir o controle. É neste momento que se o virya não possuir uma força volitiva suficiente para manter sua consciência ele poderá cair em catatonia ou esquizofrênica total. Todo este processo de projeção com a Anima deste ser demoníaco é extremamente dramático, pois espelha o processo de aprisionamento a matéria, sendo assim muito doloroso e apenas com o tempo poderá, constantemente com força volitiva, superar e eliminar esta influencia deletéria do ser vampírico e sua egrégora.

clip_image011Assim sendo, sexo, carinho, companheirismo, e quaisquer sentimentos que se possa necessitar, podem ser encarados como meras necessidades biológicas, com expressão mínima no caminho para o despertar espiritual, ou seja, o problema em si não é o sexo, ou o relacionamento amoroso, a confusão em geral se instala quando da projeção de um símbolo ou quando se fantasia. A fantasia, a sua criação por parte do sujeito consciente, é o passo inicial para a emergência de um símbolo sagrado, e, em tais casos, o símbolo que emerge é em geral a anima.

É justamente todo esse aspecto mais, digamos, normal e habitual da vida cotidiana o qual o gasto energético deve ser mínimo, tanto pela própria natureza inferior e dispensável dessa esfera habitual quanto pela superior importância do sistema estratégico de vida adotado pelo guerreiro.

Que esteja atento o virya para que não troque os planos de expressão de arquétipos e sua devida Ética guerreira não seja direcionada para fatos culturais de importância nula, apenas como exercício lúdico; em melhores termos: é preciso que o virya não confunda sua Ética noológica fundada na Honra do guerreiro com uma ética psicológica expressa como uma decadente honra no amor. Esta última seria até aceitável, mas que seja suplantada tão logo a primeira seja exigida. A verdadeira Ética Noológica só se expressa verdadeiramente quando se assume o caminho da oposição estratégica, que é uma via de guerra e de difícil trilha.

Não pense também o virya que seu estado duro e frio o autorize a menosprezar as projeções que a mulher de carne incide sobre ele, e que possa chegar ao nível em que tal mulher seja uma dependente anímica de sua imagem. Isto é um estágio de degeneração. Neste caso o próprio virya transforma-se numa máquina geradora de sofrimento. O modo de relações interpessoais fabricado pelos símbolos burgueses predispõe a esse sofrimento de parte do lado feminino, por ter uma congênita visão deturpada do que seja a mônada feminina.

Mas nos concentremos agora no caso do virya que é preso por um amor relâmpago, uma paixão fulminante, ou o reencontro de um amor antigo.

Numa linguagem psicológica mais habitual diz-se que o processo básico por trás desse fenômeno é a projeção do símbolo da anima, o símbolo do feminino arquetípico encarnado na alma criada. Por ser um símbolo sagrado, de grande poder energético esse símbolo complexo tenta tomar o controle do eu perdido e dividi-lo em aspectos nos quais o domínio recaia sobre o próprio símbolo.

Disto surge um afluxo de imagens, desejos e representações diretamente ligados à projeção na mulher de carne. Passado e futuro do virya passam a ser explicados e vistos em íntima relação com a presença ou ausência desse amor. Tão logo a emergência do símbolo se estabilize no limiar de consciência nenhum outro arquétipo será interpretado e visto sem um grande direcionamento à esfera afetiva.

Até a estabilização do símbolo no limiar encontramos o virya numa etapa inicial. Esta etapa marca a diluição do poder volitivo do virya, e a intensificação de sua confusão perante o mundo. A próxima etapa é aquela em que se dará o gasto energético, e a prisão e fagocitação verdadeiramente ditas, pois irá surgir da incompatibilidade da mulher de carne com a anima, da incompatibilidade desta mesma mulher com os significados de arquétipos e entes da superestrutura cultural na qual vive o aprisionado. O virya, na tentativa de nivelamento de todos esses elementos à sua imagem projetada, e impelido por sua vontade corrompida, tentará entender o motivo desta incongruência, entrando numa espiral de significações, numa dialética com a mulher objeto de sua projeções que produzem dúvidas e fraquezas, e neste ponto seu gasto de energia é intenso, onde qualquer pormenor referente ao seu “amor” já é motivo para uma mobilização intensa de energia.

Se por um acaso a projeção é compatível animicamente com a mulher de carne então um outro processo entra em cena, que é o sentido de harmonia e o desejo futuro de felicidade ao lado da companheira. Trata-se, na verdade, de um não menos perigoso caso de fagocitação.

Uma vida amorosa nos termos da indiferença e da frieza, assim como a pode praticar o virya desperto, pode até mesmo se assemelhar exteriormente a uma vida normal de um casal qualquer. Isto se deve ao simples fato de que o virya desperto, por não dar maior sentido e não desprender demasiado energia em tais elementos, passar despercebido para os sujeitos culturais ao seu redor.

clip_image013Contudo, o virya pode muito bem ter sua vida normal, sua companheira e sua família, desde que seja estratégico. Não ser apenas uma rocha petrificada, estagnada, mas ser duro como a pedra e leve como ar e encontrar este ponto de equilíbrio para que tenha em sua família, sua trincheira de guerra ou seu alivio depois de um dia de guerra com sua companheira. O virya tem o direito a seguir sua vida, por mais difícil que seja, mas sem esquecer jamais sua missão encomendada aos deuses leais.

VVV

AVITVS AVGVSTVS
LVCIVS VORENVS

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AVE LEGIO VI

VOLVNTAS INVICTA

domingo, 2 de outubro de 2011

Estratégia eXotérica

Sugerimos aos leitores deste texto que o leiam ao mesmo tempo que ouvem esta marcha rúnica ao fundo, tal sugestão se faz clara afim de que se quebre qualquer eventual direcionamento exacerbado às esferas afetiva ou racional.

Triarii- Heaven and Hell


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O que aqui comentaremos é o resumo básico dos elementos necessários para a construção inicial e preliminar de uma estratégia exotérica por parte de grupos de estudantes da Sabedoria Hiperbórea que se encontram na heróica trilha de Honra e Valor em direção à purificação do Sangue que os levará, através de determinada Mística, à formação de um coeso e pétreo círculo carismático hiperbóreo.

É preciso deixar claro que todo grupo de estudantes da Sabedoria Hiperbórea está sujeito a ter seu impulso formativo inicial – que é baseado no vínculo carismático de sua estirpe hiperbórea – obscurecido pela efusão gregária de uma mera vontade cultural psicológica. Este fato invariavelmente resultará numa instabilidade espiritual que fará ruir o grupo tão logo o egrégoro mais baixo e inferior venha a tona.

Portanto, torna-se imprescindível, desde o momento mais inicial do ajuntamento de três ou mais viryas despertantes, que a Mística seja cultivada, exaltada e protegida. Obviamente, nesse contexto, pressupomos o caminho individual do virya em seu despertar, através das prescrições contidas nos diversos textos do Nimrod.

Um outro elemento que devemos comentar é o fato possível de que um virya que venha a iniciar seu duro percurso rumo à Libertação Espiritual, ou seja, aquele que despertou para o Despertar, já inicie sua senda como pertencente a um determinado grupo cultural que, a depender da pureza de sangue dos membros e do próprio virya, pode encontrar-se mais afastado ou menos afastado do conhecimento transmitido pelos Siddhas Leais. É necessário, neste caso, que o virya despertante aprenda a barrar e filtrar esotericamente as influências telúricas e materiais que permeiam a estrutura arquetípica do grupo, para que, posteriormente, ao longo da aquisição da semântica noológica, ele possa direcionar exotericamente os rumos e o posicionamento estratégico cultural do grupo; isto se considerando o caso do grupo ter sido formado por uma tênue expressão inconsciente da Memória de Sangue; caso não seja este o exemplo, o virya terá de friamente, sem o mínimo gasto de energia psíquica, desvincular-se do grupo e declará-lo inimigo ou “idiotas úteis”.

Grupos de todos os tipos e de todos os formatos arquetípicos estão borbulhando por todo o Brasil, pelos mais inferiores motivos pensados pelo Demiurgo que se possa imaginar. A imensa maioria deles são apenas movimentos de união física construídos sobre a atração gregária característica da alma, alimentados por um compartilhado sentimento de medo, sofrimento, por ganho material, intelectualismo, etc. São uniões antivirís cujo modelo arquetípico varia do sacerdotal ao lúdico. Como tais, caminham à enteléquia fagocitadora, ou, o que ocorre na maioria das vezes aqui no Brasil, dado o grau destrutivo da superestrutura cultural, apenas somem depois de um tempo. Na verdade, tais agrupamentos são subprodutos de psiquismos gregários resultantes da dinâmica cultural de uma ou outra estratégia psicossocial, cujo nível de existência, em geral, é restringido à virtualidade ou àquilo que chamamos de tribos.

O risco do desmantelamento precoce e da mediocridade também ameaça grupos erigidos através de um ideal que é reflexo de um determinado conhecimento hiperbóreo (conhecimento esse exotericamente antigo ou atual). Os problemas geralmente concernentes a esse risco são o desconhecimento e a ignorância acerca da importância primordial da esfera simbólica, o desleixo com relação ao material humano, a limitação de objetivos, dentre outros, os quais são, sem surpresa, oriundos do caráter psicológico não-noológico dos elementos que impregnam o grupo e seus membros.

clip_image004Um virya desperto, ou mesmo um círculo carismático, que em contato exotérico esteja com um tipo do acima citado deve atuar em dois sentidos: primeiro, purificar semanticamente o elemento arquetípico hiperbóreo que serviu de base anímica para o ajuntamento grupal, seja, por exemplo, um sentido conjunto antidemocrático, um gosto pela exaltação da ética guerreira, seja, ainda, o estudo teórico de alguma civilização hiperbórea ou de algum mestre que porte inconscientemente Símbolos Eternos em seus livros ou esculturas ou poesias; deve ainda o virya proteger esse elemento de qualquer impureza cultural, utilizando-se cuidadosamente do poder da Semântica Noológica, onde ele analisará e manipulará tapa-signos e os símbolos estratégicos em conformação com a cultura exterior; e, segundo, atuar no sentido vital de substituir, na medida do possível, o vínculo passivo psicológico, que serve como agregante anímico do grupo, por uma ligação mais profunda e espiritual (que pode, naturalmente, mas não obrigatoriamente, atingir o nível de um círculo carismático hiperbóreo, mediante todos venham a despertar) cuja expressão na esfera de luz do macrocosmo deve culminar na exaltação da Honra e do Espírito de sacrifício; para isso o virya pode utilizar-se de seu próprio carisma pessoal (não necessariamente como líder).

Toda esta ação deve ser embasada na capacidade propriamente política do virya (ou do círculo), na sua calma, paciência e frieza polar, aos moldes de um aristocrata romano, ou de um Cavaleiro Tirodal. Contudo, nunca é pouco frisar, sem o domínio claro da Semântica Noológica praticamente nada se conseguirá.

Considerando-se a partir de agora a presença de viryas despertantes, conformados num grupo de estudos de essência Mágico-Hiperbórea – o momento anterior à formação do círculo concêntrico de viryas despertos – traçamos alguns pontos estratégicos que podem ser tomados como sugestões básicas para uma atuação exotérica.

O primeiro ponto é construir uma sólida base cultural que sirva de alicerce teórico para o manejamento de símbolos e aplicação estratégica de tapa-signos, que permita ainda aos viryas transitarem de um significado oblíquo a outro de determinado ente ou fato cultural de acordo com a necessidade, que possua ao mesmo tempo um forte caráter espiritual e auxilie no despertar individual paralelo, e que tenha alguma expressão cultural na esfera de luz do macrocosmo. Essa base cultural deve, portanto, ser construída por sobre aspectos estrategicamente determinados do pensamento de diversos pensadores que fazem parte da Linhagem Hiperbórea, fatos culturais, entes históricos do macrocosmos, poder carismático de líderes, dentre vários outros elementos.

Basicamente o que o virya tem de fazer é identificar os símbolos eternos contidos na estrutura biográfica do autor ou em qualquer dos elementos acima citados e purificá-los semanticamente da cultura exterior, além disso, ele deve por em evidência fatos culturais estratégicos através de um critério estritamente noológico, resignando qualquer motivação histórica material ou mesmo espiritual que não seja a Guerra Eterna dos Espíritos Hiperbóreos.

Uma ampla gama de leituras e estudos se faz necessários para a construção dessa base cultural, tocando diversos pensadores, inclusive aqueles reconhecidamente agentes do Pacto Cultural, e diversas áreas do conhecimento, viagens, encontros, etc, tudo isso, alertamos, não com um objetivo de adquirir uma carga intelectual por si só, ou seja, todo esse esforço necessita ser direcionado estrategicamente, e toda ação, nesse sentido, deve ser inspirada pelo sentido do Trágico, pela ausência de expectativa de reconhecimento e o completo desprezo e indiferença gélida frente ao tamanho da força do inimigo, e, principalmente, pela aura hiperbórea transcendente do retorno à Origem.

Neste ponto o virya(s) corre um risco relativamente normal de que um símbolo sagrado, através de uma debilidade de um sujeito racional não controlado, venha a intentar emergir na esfera de luz e dominar ao Eu despertante; esse símbolo vem contido no arquétipo do sábio, do mestre. Devido a sua capacidade volitiva em franca ascensão tornar-se-ia fácil e tentador ao virya superar intelectualmente qualquer dito sábio ou pretenso desafiante, contudo, isto é apenas mais uma armadilha; ao guerreiro hiperbóreo só se faz necessárias as armas que ele usará em sua guerra, não se deve carregar coisas demais, ou seja, ele deve aprofundar-se num conjunto de arquétipos até o ponto necessário, o qual, por sua vez, é estrategicamente determinado. Só um virya efetivamente desperto pode manejar o arquétipo do sábio perfeitamente sem ser fagocitado e utilizando-o dentro da estratégia dos Siddhas Leais.

À medida que a estrutura cultural interna vai se adequando à aquisição de novos enlaces e princípios, significados tornados oblíquos e esquemas sêmicos esquecidos na esfera de sombra começam a funcionar em uníssono e relações sêmicas apagadas pela cultura vão se reformando, deixando o virya cada vez mais astuto quanto à visualização de conceitos culturalmente distorcidos pela sinarquia, além de ter seu poder de desvendar os desígnios que o Demiurgo plantou em cada ente aflorado.

Neste ponto, asseguramos que o virya(s) tem a fixação daquilo que podemos chamar de uma Visão de Mundo, ou Cosmovisão. Mas sobre esse termo algumas ressalvas se fazem necessárias: o termo “visão de mundo” que aqui utilizamos não diz respeito à forma hodiernamente encontrada em livros, nos quais se pode evidenciar esse termo referindo-se ao modo em que todas as pessoas enxergam o mundo material ao redor, a política, as notícias, o entretenimento, etc, e suas respectivas opiniões. Expandimos o termo “visão de mundo” para que atinja o sentido verdadeiro de real e profunda sabedoria do que se passa no macrocosmo, possibilitada por uma total integração e conformação entre os estratos psíquicos interiores; ou seja, “visão de mundo” é a conformação de congruência entre o inconsciente coletivo herdado, o sujeito consciente e o Eu despertante, sincronizados pelo Sangue. Diante disso, o virya perdido não tem uma verdadeira Visão de Mundo, pois ele apenas capta lapsos limitados do macrocosmos de forma historicamente linear e não os consegue relacionar com toda a Criação e seus ciclos, fragmentando seu Eu em clip_image005áreas de interesse, no geral, grandemente influenciadas pelo arquétipo profissão. Este estado confuso nos possibilita identificar diversos interesses conflitantes, diversas idéias contraditórias, pensamentos labirínticos, enfim, o virya perdido é constantemente arrebatado por ideologias e sugestões de massa, influxos psicossociais e modelos psíquicos meramente padronizados pela cultura.

Construída uma verdadeira Visão de Mundo, surgirá na esfera de luz do microcosmos um estável arquétipo psíquico maior, a partir do qual é possível observar e ter acesso quase imediato a outros arquétipos psíquicos diversos, bem como julgar e comparar a falsidade de um determinado arquétipo, ou símbolo ou ente. Desta verdadeira muralha psíquica é possível identificar as armadilhas culturais e labirintos existentes em qualquer superestrutura cultural. Qualquer teoria, qualquer ente que se visualize, ou qualquer dogma que a cultura queira fazer o virya acreditar, exaltar e adorar, serão filtrados e repelidos por tal barreira, possibilitando ao mesmo, através de torres rúnicas espalhadas ao longo da muralha mental, um contra-ataque, por mínimo que seja.

Essa Visão de Mundo não é, obviamente, o Despertar Espiritual, mas é um elemento anterior que serve de suporte estratégico para o real Despertar, que auxilia o atuar exotérico do virya ou de um grupo de viryas despertantes. Só com essa visão de mundo é possível que a ancestralidade (Minne) se expresse de forma progressivamente coletiva, em direção a uma estratégia psicossocial. Na verdade, pode ser ela mesma uma estratégia psicossocial, pois através dela uma comunidade instalada numa determinada psicorregião pode ser culturalmente sincronizada, passando os habitantes a se entenderem mais profundamente, a se organizarem de acordo com os princípios metafísicos dessa Visão, abandonando a animalidade e o caos social implantados pela divisão cultural capitalismo-socialismo, religião-ciência, e todos os arquétipos fragmentadores da esfera psíquica individual e coletiva.

clip_image007Nota-se, a partir disso, que toda e qualquer atuação exotérica, assim como também uma estratégia psicossocial propriamente dita, deve primordialmente atuar no sentido de restaurar e fortalecer as esferas psíquicas e a dinâmica entra elas no microcosmos, ou seja, toda e qualquer atuação exotérica preliminar deve ser direcionada para a formação e coesão de uma Visão de Mundo, de uma Cosmovisão.

Concluindo, é preciso que o virya despertante fixe que a via da atuação deve ser construída sobre um alicerce noológico, de forma que a atuação exotérica não seja entendida como uma obrigação primordial do virya, o que só leva a protagonismos infrutíferos e desistências precoces.

Com Honra e Valor todos aqueles que sentem o chamado do Graal, através de seu Sangue, devem estar em posição estratégica pétrea, com armas prontas para o combate, pois os preparativos para mais uma batalha nesse mundo de ilusão é nosso dever pois o tempo se aproxima.

VVV
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AVITVS AVGVSTVS

AVE LEGIO VI

terça-feira, 17 de maio de 2011

O Dogma da Igualdade

Desde a infância até a fase adulta nossa estrutura cultural vai se formando dentro de inúmeras instituições de ensino. Cada fase de nossa evolução é regida por uma instituição sinárquica que vai desde o jardim de infância até a faculdade, incluindo as instituições religiosas que também estão presentes nesse processo. Algumas idéias que aprendemos nesses locais são incutidas tão fortemente e de forma tão repetitiva que acabam sendo aceitas como “verdade absoluta”, em essência, se tornam dogmas, esse é o caso de uma palavra tão repetida e venerada nessa última fase do Kali Yuga: Igualdade.

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Partindo do argumento do direito natural, a sinarquia e seus sequazes defendem a igualdade absoluta dos homens em todas as esferas da sociedade.

Então, não é necessário refletir muito pra perceber que essa idéia é somente a evolução da premissa cristã de igualdade no desdobrar do tempo transcendente, aliás, não passa de uma laicização de toda a filosofia cristã acerca dos direitos dos homens. Ou seja, que todos os homens são iguais perante Deus, o Criador. Nesse caso, não há um conflito entre religião e ciência, o que se reconhece na verdade é uma dicotomia puramente ilusória entre os dois, duas faces da própria Sinarquia. Pois são apenas UM e o MESMO, cada um inserido em seu contexto e utilizado por quem interessa para manipular este ou aquele grupo social. A razão humana não passa da CRENÇA de que há - pois nada o comprova em absoluto - uma ordem que rege harmoniosamente todo o Macrocosmo. Crença que sustenta também, a idéia absurda de igualdade absoluta entre todos os homens e que só tem lugar em sociedades pasus quase entelequiadas, como estão a maioria das nações no ocidente atual.

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Homens NÃO são iguais, ainda que se insista em torná-los iguais “de jure” jamais o serão “de facto”, e esta tentativa em si só é ilógica. Seja do ponto de vista físico, intelectual ou espiritual os homens dentro de um determinado grupo social se diferem irrefutavelmente. Cada sociedade detém um certo nível de pureza sanguínea nos viryas que a compõem, dependendo do grau de degradação e miscigenação em que se encontra. Cada raça da espécie humana possui particularidades únicas que podem ser estudadas e comprovadas por métodos científicos. Assim como cada povo e cultura têm suas singularidades cada raça também é diferente da outra embora se busque desesperadamente afirmar o contrário.

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Mas a razão desse desespero se torna óbvia quando comprovamos que o reconhecimento dessas diferenças pressupõe uma divisão ARISTOCRÁTICA da sociedade, divisão que se baseia na pureza de sangue de cada Virya e não de uma única massa amorfa que se nivela pelo pasú. A essa ideia de aristocracia - onde se elevam os que realmente merecem - se opõem os igualitaristas, temem que de uma sociedade como tal se eleve a VERDADE e a HONRA, próprias dos Viryas despertos, e que assim se destrua a massa de robôs lobotomizados, drogados e inúteis que eles com tanto afinco construíram e sustentam.

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A destruição desse dogma e de tudo que ele sustenta se dará somente pela Honra, virtude absoluta dos Homens de espírito elevado. Os quais, não possuem a cegueira, o temor ou a mesquinhez dos servos do Demiurgo e “visionários” da igualdade, e tampouco se utilizam de palavras vazias como eles, aliás, as únicas palavras das quais se utilizarão são as que estão forjadas em suas espadas.

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VVV

DECIMVS GALEO
Legio VI – VOLVNTAS INVICTA
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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Sobre a marcha do Kali Yuga:


Dentre as Eras do mundo, paira sobre a criação a mais sombria. Sem dúvidas a humanidade vive no Kali Yuga, mas o que de fato constitui esta era? O que de fato são causas e consequências da Idade de Ferro?

Entende-se erroneamente que a Era de Kali é causada pela humanidade por falta de “iluminação divina”. A verdade é que o Kali Yuga não é causado pelos homens, muito menos estes estão conscientes da sua existência. Drogas, prostituição, jogatina, falta de valores, suejeição total aos anseios anímicos, destruição das instituições que sustentam a sociedade, nenhuma delas causa esta idade sombria, são apenas reflexos da mesma.

clip_image002[6]A Era de Kali está caracterizada pela mais completa queda espiritual já presenciada na humanidade, nunca antes na história houve um período em que a Gnose Espiritual estivesse tão degenerada e debilitada. Isto faz parte de um ciclo, é impossível reverter, “salvar” a humanidade. Estamos presos neste tempo por força do próprio tempo, por vontade do próprio Demiurgo Criador do Engano. Os aspectos externos da degeneração são apenas o manifestar desta Idade Sombria no microcosmo. Se não existisse drogas e outras formas de entorpecimento, o Kali Yuga ainda estaria em marcha, a degradação espiritual se manifestaria de outras maneiras. A manifestação da queda espiritual funciona exatamente como o príncipio fundamental do aprisionamento do Espírito à Matéria: doar sentido aos entes; as barbaridades presenciadas no nosso tempo não são o motivo final delas mesmas, senão, da compleição entelequial da criação do pasú. Quando da aproximação da enteléquia de todos os arquétipos psicóideos, a resultante é simples, um cessar na doação de sentido aos entes potencialmente úteis ao desenvolvimento humano, e um iniciar na doação de sentido aos entes puramente úteis à realização dos desejos anímicos do animal-homem.

Podemos notar que as raças menos evoluídas são exatamente as que menos caem vítimas da degradação do Kali Yuga. Assim como podemos notar que da mesma forma que a religião é algo que nasce do fundo da alma racial, a degeneração também o é. Cada povo partiu para se degenerar aos seus próprios modos. Façamos uma análise da questão degenerativa na África Subsaariana:

clip_image002[8]- Pouco se ouve falar de problemas com drogas, degradação das instituições familiares, total falta de valores, etc. Isto acontece por alguns motivos bastante simples. O principal é a falta de inserção na Marcha do Kali Yuga, daquele povo. Desde a Antigüidade Clássica aqueles povos se mantêm estáveis, não existe uma grande doação de sentido aos entes, se restringem aos reflexos arquetípicos contidos na Alma Criada do Animal Homem, mesmo em lugares altamente civilizados como a África do Sul existe a constante do Povo, uma população que não completou o Princípio Criacional Demiúrgico não é afetada de maneira tão extrema pela sombra da Idade de Ferro.

Na outra mão temos os povos sem identidade propriamente dita, são híbridos de diversos povos diferentes, estes são absolutamente influenciados pelo Kali Yuga, existe um conflito essencial dentro da Alma destes povos, por um lado cumpriram com o PCD (Princípio Criacional Demirúrgico), por outro, padecem da mais completa confusão gnosiológica. Nestes, a vida perdeu completamente o sentido, vivem por viver, são levados por impulsos, vivem quase como o Pasú Primitivo, sem nenhuma idéia do que está acontecendo dentro e em volta deles.

Finalmente, possuímos o drama dos remanescentes dos Povos Indo-Europeus e Arianos no Kali Yuga. Estes povos lutam diariamente contra si mesmos e contra o mundo, procura-se diariamente um sentido para a existência, dia após dia o Kali Yuga se torna mais massacrante, dia após dia ele leva mais e mais das antigas Elites a parecer sob o clip_image002[10]Engano. A total confusão Espiritual gerada pela Era de Kali faz com que os descendentes das Elites Hiperbóreas sejam os mais afetados. O extravio do Pacto de Sangue e a adesão ao Pacto Cultural fez com que o PCD fosse completo entre esses, armadilha fatal que visa levar estas estirpes à destruição.

Apenas os fortes e guerreiros resistirão à Marcha do Kali Yuga com vontade inquebrantável e lutarão, não para reparar o dano, mas para libertar os Espíritos Hiperbóreos de uma vez por todas do Grande Engano e do falso infinito Demiúrgico, nosso infinito não mais será regido por ciclos que começam e terminam em um mesmo ponto, mas pela força que nos guiará ao incriado. Rumo à destruição completa da obra do Criador.

Força e Honra

VVV

LVCIVS SVLPICIVS

Legio VI – VOLVNTAS INVICTA

AVE LEGIO VI

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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Divisão psicossocial da superestrutura cultural brasileira

De posse da tipologia Aberro descrita pelo Pontífice Nimrod de Rosário no Tomo 8 dos Fundamentos da Sabedoria Hiperbórea, tentaremos nos aproximar daquilo que podemos denominar de uma visão geral do perfil psicocultural formado pelos viryas no Brasil, bem como suas respectivas tendências psicossociais.

Nimrod, na descrição da Tipologia Aberro, relata sobre a essência espiritual dos tipos básicos de viryas perdidos: o sacral e o lúdico. Esses tipos são conformados pelas suas respectivas atitudes diante da emergência do símbolo sagrado na esfera de luz. Formam, cada um, pólos psicológicos que refletem tendências culturais à fagocitação por um ou outro arquétipo psíquico, por uma ou outra estratégia psicossocial.

O virya tipo sacralizante é aquele que, diante da emergência do símbolo sagrado, põem-se de forma submissa a ele, criando uma dependência volitiva. O tipo lúdico por sua vez não vê o significado do símbolo, na verdade, para ele o símbolo sagrado não possui um significado, o mesmo ocorrendo com outros símbolos; para esse tipo de virya nada possui significado para além de sua expressão cultural, nisso, tudo se passa como se fosse um jogo.

Dito isto, passemos à caracterização do espaço brasileiro.

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O Brasil é um país que foi colonizado por inúmeros povos das mais diferentes etnias. Ao longo de sua existência algumas regiões permaneceram fiéis às suas culturas tradicionais como reflexo direto de uma conservação étnica verdadeiramente heróica, pois este país sempre foi alvo fácil de estratégias sinárquicas de destruição de laços étnico-culturais ancestrais e apagamento da Memória de Sangue; isto formou “bolsões” culturais espalhados pelo Brasil cuja estrutura étnica permanece relativamente intacta e que empresta para o resto da superestrutura cultural brasileira elementos tradicionais que formam o seu eixo central, sem os quais tudo desabaria. Por outro lado, a grande massa brasileira irá formar, decorrente de ações estimuladas pela sinarquia, uma caótica, informe e desestruturada rede cultural, a qual denominamos multiculturalismo. Este país é o ápice da estratégia multicultural cosmopolita mundial. clip_image003Dentro dele, um círculo vicioso se forma quando a massa populacional brasileira – a qual é uma verdadeira colcha de retalhos raciais, e por isso, possui defeitos congênitos em sua estrutura cultural interna com um funcionamento defeituoso dos sujeitos anímicos individuais – produz uma cultura cujo significado geral dos entes e fenômenos é doentio, patológico, o que predispõe ao próprio multiculturalismo, que na frente irá formar mais mesclas de todos os tipos, alimentando o círculo.

Aqui nos encontramos no primeiro estrato psicocultural.

Caracteristicamente de capacidade volitiva débil, essa massa humana – verdadeiro turbilhão de almas – é eternamente incapaz de erguer-se a um estado de dignidade espiritual superior; é incapaz de reagir aos fatores que atuam contra sua existência, e, quando não, atuam a favor destes, intensificando o efeito pelo seu poder quantitativo. São germes de sua própria destruição. Corrupção política, violência, drogas, pobreza material, fome, degradação moral, dependência, etc., nada disso é capaz de provocar maior reação.

Toda esta debilidade volitiva decorre da dissolução, no indivíduo, da estrutura cultural interna, que se encontra no mais profundo estrato da esfera psíquica. E isso é precisamente a característica marcante deste grupo psicocultural brasileiro.

É o rompimento dos enlaces entre princípios que formam a estrutura cultural interna – as relações – o que caracteriza sua destruição. Este acontecimento leva à negação e/ou não reconhecimento de determinados esquemas sêmicos, o que resulta no desaparecimento cultural deste mesmo esquema com seu respectivo conceito. Deste estado anímico patológico surge, neste primeiro estrato que descrevemos, uma dificuldade irreversível em reconhecer entes e fenômenos, uma frágil capacidade de percepção dos dados da realidade em suas essências, aliado a um grande número de esquemas sêmicos tradicionais em vias de desaparecimento. Por tal fato, este povo, ou pelo menos esta camada maior a qual estamos descrevendo, é eternamente incapaz de uma empreitada espiritual de valor superior.

Conforma-se, assim, na maior parte do território brasileiro, uma superestrutura cultural em que predomina raciocínios de simples complexidade, comportamentos mecanicamente determinados ou até mesmo decorrentes de reflexos condicionados, todos estimulados pelos Chakras inferiores. Relativismo e promiscuidade são a essência da ética psicocultural desta parcela maior da população. Beiram a selvageria.

clip_image002[7]Logo, como se pode notar, como conduta externa aproximam-se do pasú.

Neste ponto, é preciso recuar um pouco para que se tenha em mente que nesse nível encontram-se também uma grande parcela de pessoas não exatamente mescladas racialmente; falamos em tipos raciais relativamente coesos, mas que pela mesma destruição de sua estrutura cultural interna são de imediato incluídos nessa camada.

De forma simplista classifiquemos os fatos culturais moldados por arquétipos psíquicos que atuam no sentido de destruir a estrutura cultural interna e formar o alicerce cultural desse estrato psicocultural que estamos a analisar, o qual é a base fundamental da superestrutura brasileira (aqui não pretendemos construir um sistema pragmático racionalista sobre este assunto e sobre esta divisão, mas podemos afirmar que o se levou mais em conta foi a tendência cultural predominante, no geral, aquela reconhecidamente anti-espiritual, sinárquica, cujo resultado último é a destruição psíquica interior). Três são suas principais categorias psicossociais:

clip_image0041 – comecemos pela massa de indivíduos moldados pelos dois fatos dos mais explorados pela sinarquia para o rompimento estrutural interno, dado seu intenso poder e rápido efeito negativo sobre a capacidade volitiva; falamos das drogas e da sodomia. Usuários de cocaína, maconha, crack, alcólatras, bem como praticantes da sodomia, seja ela ritual ou outra forma qualquer, como homossexuais, atores e atrizes pôrno e maçons, obtêm o apagamento da Vontade e a destruição de seus âmbitos psicológicos de forma praticamente imediata e irreversível, bem como a inibição funcional de outras áreas da sua estrutura interna;

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2 – indivíduos tomados por completo por arquétipos psíquicos formados por elementos culturais baseados em ritmos tribais de origem africana e shambálica, como samba, pagode, funk, música eletrônica, e seus respectivos eventos representativos na esfera de luz do macrocosmo, como carnaval, bailes, raves, dentre outros;

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3 – elementos culturais baseados na destruição de toda e qualquer noção ética e moral, seja ela qual for, como criminosos, estupradores, prostitutas, traficantes e políticos corruptos;

clip_image0104 – o equivalente espiritual àquilo que corresponde em sua maioria às classes econômicas “D” e “E”, a casta dos servos. A manutenção de uma condição material precária neste estrato, estimulada por programas governamentais sinárquicos, promove o desvio da essência espiritual dessas classes, que é o trabalho braçal, para o ócio total, formando verdadeiros zumbis, que apenas comem e se reproduzem;

clip_image002[9]5 – Seguidores das diversas igrejas evangélicas que brotam às dezenas a cada dia no país. Trata-se de uma estratégia psicossocial destinada para a massa populacional brasileira que se alimenta da degradação da matéria até seu estado de podridão e promiscuidade: doentes, deficientes, pessoas mentalmente perturbadas, cancerosos, criminosos, traficantes, e toda uma gama de patologias anímicas formam o substrato sobre o qual se dá a expansão desses cultos evangélicos, releitura de cultos ctônicos do antigo pasú. A destruição da estrutura cultural interna se faz perceber no momento que se nota a completa incapacidade de um crente em perceber a falsidade dos fenômenos e dos entes envolvidos nos rituais de cura e milagres;

Por este estado geral e os tipos psicossociais citados, podemos concluir que a descrição deste primeiro estrato psicocultural nos mostra a impossibilidade clara de almejar-se a uma estratégia psicossocial de cunho espiritual para este nível. Tornar-se-ia um desperdício de forças e de tempo intentar uma forma cultural que mudasse esse estado. O máximo que se pode fazer é atuar com alguns símbolos afim de conter os ímpetos animalescos – principalmente sua alta capacidade de multiplicação reprodutiva – , instintos vis e necessidades básicas dessa camada. Nada a mais é possível.

Num nível imediatamente acima deste primeiro encontramos no Brasil uma camada formada por indivíduos das mais diversas vertentes psicossociais e arquetípicas existentes, que se caracterizam por ainda possuir um mínimo de poder volitivo e não apresentarem uma destruição maior da estrutura cultural interna, dessa forma, não chegam a apresentar uma conduta equiparada ao do pasú como a primeira camada. São presas que caíram completamente nas armadilhas sinárquicas que compõem o multiculturalismo brasileiro. São viryas caídos no mais profundo sono.

A fagocitação psíquica completa leva a um funcionamento das esferas anímicas internas cronicamente defeituoso e mesmo patológico. Há nos indivíduos formadores desta camada uma certa dificuldade para serem identificados como tipos sacral ou lúdico, pois neles este direcionamento espiritual está conturbado; podemos dizer que “ludificam o sacral e sacralizam o lúdico”.

No geral, podemos identificar este estrato com certos tipos psicossociais principais:

clip_image004[7]1 – pessoas que aderiram à prática de uma determinada religião ou culto de origem oriental (como todas, atualmente, shambálicas), africana ou indígena, onde mesmo o intenso ambiente sacral é incapaz de fazer com que, por vontade própria, cheguem a um significado mais profundo dos símbolos sagrados, mesclando assim o sacral com o lúdico;


clip_image006[7]2 – pessoas envolvidas com a cultura intelectual acadêmica universitária, principalmente tratadistas e seguidores de doutrinas filosóficas modernas como marxismo, pragmatismo, estruturalismo, existencialismo, desconstrucionismo, psicanálise, dentre outras. Acrescentamos também seguidores do ateísmo. Estas estruturas teóricas, conformando-se como meros jogos de palavras e simples mudanças de significados, possuem uma tendência lúdica intrínseca, entretanto, nos indivíduos deste grupo, professores e alunos do meio acadêmico, os elementos teóricos contidos nessas correntes de pensamento são energeticamente intensificados ao nível de um símbolo sagrado, o que fagocita o sujeito racional e posteriormente todo o eu do indivíduo;

clip_image008[7]3 – Toda a classe cultural envolvida no entretenimento público: esportistas, atores de cinema e televisão, cantores, jornalistas, dentre outros, bem como aqueles que consomem este tipo de elemento em alto grau, ou um pouco de cada. Como a cultura sinárquica é por excelência alienante, nesse país tais fatores envolvidos com o lúdico tomam uma ascendência social que beira a emergência de um símbolo sagrado, formando-se uma classe psicossocial a qual se auto-intitula uma dignidade espiritual superior, equivalendo a um verdadeiro de clero religioso e dando base para vários outros arquétipos psíquicos serem atualizados no meio psicossocial do país. Ilustrando de forma emblemática a essência deste grupo podemos citar os participantes de torcidas organizadas de futebol (são os “apaixonados por seu time”) e os “fã-clubes” em geral;

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4 – Grupos culturais envolvidos em toda e qualquer doutrina e seita “new-age”, como neopaganismo, espiritismo, teosofismo, thelema e ocultismo em geral (neste grupo a existência de exceções deve ser encarada como aceitável, principalmente de vertentes do neopaganismo);

Neste estrato cultural que acabamos de descrever, assim como no primeiro descrito, a implementação de uma estratégia psicossocial espiritualmente embasada para o Despertar é praticamente impossível, ou pelo menos de difícil consecução no atual momento que estamos, pois esta confusão anímica entre lúdico e sacral coloca uma dificuldade importante a se considerar: partindo-se de um estado de confusão interior, o indivíduo, mediante uma estratégia psicossocial, pode ascender para um falso Despertar, o qual, em vez de conduzi-lo ao nível do Virya Desperto, transforma-lo-á num tipo puro sacral ou lúdico, ou seja, permanecerá perdido. O que se pode tentar é uma ação individual sobre cada pessoa específica, de forma unitária.

Como se pode notar, os dois estratos psicoculturais brasileitos descritos até aqui, são formados por viryas em extremo sono, em máxima prisão às leis da matéria, ou mesmo praticamente transformados em pasues, como no primeiro grupo.

Neste ponto é que chegamos aos viryas dormidos passíveis de um despertar real, aqueles que demonstram, mesmo de forma longínqua, um sinal de Vontade. Esses são camaradas perdidos nos labirintos sinárquicos que abundam nesse país caótico e aos quais devemos nossa Honra para auxiliá-los a despertar.

O que mais caracteriza este nível é a corrupção da Vontade que encontra-se dormindo sobre a tendência lúdica ou sacral.

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O tipo sacralizante pode ser identificado com profissionais de tempo completo que possuem uma certa valorização social, a qual se reflete nas suas posses materiais. Podemos citar como exemplo profissões de cunho vocacional: advogados, médicos, empresários, cientistas, professores universitários, pintores (exceção feita para os pintores de arte moderna), alguns literatos, alguns servidos públicos como policiais, bombeiros, dentre outros; podemos ainda incluir alguns viryas que professam a religião católica de forma tradicional (obviamente, é preciso que se diga, uma ou outra profissão não exclui um indivíduo de pertencer a um ou outro estrato dos primeiros citados. Como dissemos, analisamos o quadro pela tendência cultural antiespiritual predominante, ou arquétipo psíquico predominante; por exemplo, um advogado que professe a fé islâmica será imediatamente inserido nos estratos inferiores). O perigo maior deste grupo sacralizante refere-se ao gosto pelo luxo, o apego material, e a visão nublada pelo símbolo sagrado que pode os impedir de despertar.

clip_image004[9] O tipo lúdico encontra-se espalhado por profissões de menor alcance social, em geral de tipo não vocacional, que servem para subsistência material do indivíduo, como: operários, agricultores, professores, comerciantes, dentre outros. Este é um dos tipos mais numerosos no Brasil, e sua maior deficiência para um despertar é justamente o que os caracteriza: o rebaixamento do significado dos símbolos gerais, mesmo aqueles que possam servir para tirá-los da ilusão.

Qualquer estratégia que se remeta a este grupo deve ser construída no sentido de fortalecer a Vontade desses indivíduos para que saiam da ilusão de forma definitiva e que atinjam uma purificação maior do Eu. Uma grande arma que se pode utilizar é a Psicologia analítica Junguiana, a qual é capaz de desvendar características individuais relacionando-as com o inconsciente coletivo, clarificando tendências culturais potencialmente positivas e negativas, permitindo uma clarificação dos símbolos emergentes e possibilitando o reconhecimento de seu real significado cultural.

Espiritualmente superior a esta camada, vamos chegar a um nível em que os viryas encontram-se num estado de “pré-despertar”. Nível este formado por indivíduos que além de sua grande capacidade volitiva, caracterizam-se culturalmente por um repúdio profundo ao ambiente cultural brasileiro, bem como um sentido de decadência do mundo moderno e uma postura ética pautada por valores do Espírito.

A formação psicossocial desta camada é no Brasil feita por:

clip_image006[9]1 – Um número considerável de militares das Forças Armadas. Aqueles que em meio ao rebaixamento moral do arquétipo do soldado, ainda se mostram com coragem e valentia para agir e lutar contra obscuras forças sinárquicas que dissolvem aos poucos esta classe;

2 – Indivíduos participantes de movimentos nacionalistas de Terceira Via que começam a aumentar no Brasil. O sentimento de orgulho e reconhecimento por culturas ancestrais onde imperava a ética guerreira e heróica, e a reativação dos laços ancestrais que ligam de forma atemporal os herdeiros que hoje vivem no meio brasileiro, leva, irredutivelmente, ao ideal identitário de valorização de formas culturais de essência hiperbórea, expressando-se na clip_image008[9]política, filosofia e arte, com alguns tapa-signos que permitem a manipulação e a multiplicação cultural dessa corrente. Isso é a ativação da Memória de Sangue, da Minne. Viryas pertencentes a esse grupo têm o poder carismático de sustentar qualquer estratégia psicossocial que seja baseada nesses valores. Todavia, é preciso certo cuidado na manipulação dos tapa-signos e alguns símbolos culturais que se venham a utilizar.



clip_image002[13]3 – Tradicionalistas Evolianos. O tradicionalismo filosófico, ou perenialismo, é uma corrente de pensamento baseada em leis e elementos extraídos das diversas estratégias hiperbóreas levadas a cabo pelos Siddhas de Agartha e pelos guerreiros viryas despertos, como Esparta, Roma, Sacro Império Romano-Germânico, dentre outras. Trata-se de uma transliteração filosófica dos elementos de funcionamento das culturas imperiais das civilizações acima citadas, seus arquétipos característicos. O Tradicionalismo é um produto da Sabedoria Hiperbórea. Como se pode observar, esta é uma via intelectual de imensa envergadura espiritual, podendo despertar nos viryas a Ética Kshatrya, a Recordação da Origem, a Ilusão de Maya, a Honra aos camaradas de batalha e ao Rei do Sangue, a Raça do Espírito, dentre outros inúmeros itens contidos na Sabedoria Hiperbórea. Entretanto, a sinarquia e os Demônios de Shambala não deixariam que esta arma cultural se movimentasse livremente pelos meios acadêmicos e intelectuais pelo mundo, e logo vieram a dividir e a corromper o pensamento tradicionalista com o subterfúgio da elevação espiritual da casta dos sacerdotes sobre a casta dos guerreiros, afirmando que a clip_image004[11]ética sacerdotal é “solar” ao passo que a guerreira seria “lunar”. Esta subversão é sustentada pelo braço sacral do Perenialismo, formado principalmente por René Guenon, Stoddart, Shuon e outros; todos eles forçam o caráter religioso e sacerdotal da Tradição das Origens, remetendo-se constantemente à espiritualidade oriental shambálica e recorrendo aos pontos arquetípicos de semelhança estrutural com a verdadeira Tradição Ariana Hiperbórea para a validação de suas ideias.

A eterna Tradição é heróica. Esta mensagem é passada de geração a geração para todos os viryas presos na ilusão de Maya, desde a Ilíada e Odisséia, até a obra de Tolkien, passando por filósofos, generais, arquitetos, políticos, dentre muitos outros; assim como Heráclito, por exemplo, que no ano 504 a.C. já declara para toda Grécia Hiperbórea: “jucai arhifatoi cauarvterai h eui uousoiz”; “as almas mortas em combate são mais puras do que as que perecem de doenças” (Fragmento 136).

É da casta dos heróis e guerreiros que vem a Verdade. Qualquer desvio deste enunciado é mentira demiúrgica. O Herói é aquele que busca um sentido de existência para além dele mesmo e isso é a essência da verdadeira transcendência espiritual, e é deste ideal que vem a noção de solaridade, aquele que domina seu próprio destino; o mero contato devocional com o divino, que é o papel da casta sacerdotal, é secundário, feminino e, por isso, lunar. O pensador que retratou de forma intelectual e cultural mais perfeita esta “Lei Hiperbórea” foi o italiano Barão Julius Evola. Por isso, os viryas que em contato estão com a verdadeira Tradição, assim como ela é mostrada em Evola, sabem que o mundo moderno em que vivemos é decadente e os personagens que o levam a cabo devem der derrubados. Esta via ativa de elevação espiritual esta em franco crescimento no Brasil, num movimento praticamente irrefreável.

clip_image006[11]4 – Pensadores Eurasianos. Dugin é o maestro que está a conduzir os povos eslavos e, num futuro não muito distante, toda a Europa, a uma nova a verdadeira Revolução: o ideal imperial Eurasiano. Dugin, por um mistério dos Deuses Hiperbóreos, encontra-se na posição semiótica de Iniciado Hiperbóreo em Presente Compreensivo, daí ele consegue desvendar desígnios demiúrgicos bem como manipular certos tapa-signos que antes serviram à sinarquia e que estão sendo substituídos e reposicionados culturalmente para a consecução do Império Eurasiano. A progressiva chegada e clip_image007descoberta das obras e textos do russo no Brasil esta transmitindo esse poder carismático àqueles que empenhados no estudo da obra duginiana estão. Tais intelectuais e simpatizantes começam a sentir o peso da estratégia eurasiana e ver que o Atlantismo é o braço geopolítico daquilo que a Sabedoria Hiperbórea chama de Sinarquia.

É deste último estrato psicossocial que se forma a nova Aristocracia do Espírito que ascende aos poucos no Brasil. São peças fundamentais de qualquer esforço e estratégia psicossocial que se pretenda fazer. Entretanto, um perigo ronda esse grupo, desde os militares até os duginianos, que é a acomodação cultural, ou seja, o perigo de que o entendimento meramente cultural e não noológico dos símbolos e leis que estarão na esfera de luz do macrocosmo leve a ações restritas ao campo unicamente intelectual, acadêmico e institucional no espaço brasileiro. É preciso que se insira o espírito de guerra neste grupo com força intensa e carisma real. E neste ponto a utilização da Semântica Noológica é a terapêutica mais apropriada.

clip_image009 Por fim, chegamos aos Viryas Despertos, aqueles que tiveram um contato noológico com a Sabedoria hiperbórea e estão elevados ao carisma do pontífice Nimrod e inspirados pelos Deuses Leais e Heróis mortos na Batalha Eterna contra Jehova Satanás. Despertaram verdadeiramente do contato e da leitura das duas armas culturais deixadas pelo Pontífice: O Mistério de Belicena Villca e os Fundamentos da Sabedoria Hiperbórea. Possuem a Primeira Iniciação Hiperbórea.

A este grupo não mais se adequa uma classificação psicossocial na forma que foi feita para os estratos anteriores, pois o Despertar que o caracteriza é construído sobre a própria natureza espiritual increada do virya. Mas para um simples exercício didático sigamos com uma divisão possível dentro do ambiente brasileiro.

Um primeiro tipo de virya desperto seria aquele que mesmo com o contato direto com a Sabedoria Hiperbórea ainda não se enxerga como guerreiro efetivo. É o virya desperto em confusão estratégica. Aquele que está em dificuldades com arquétipos diversos como família e profissão, por exemplo, tendo que gastar energia psíquica para vencer determinados direcionamentos à esfera racional e/ou afetiva. Esse realmente é um momento crucial para o virya desperto: ou ele literalmente extermina sua alma e toma a via da ação junto com seus camaradas e os Siddhas, ou então ele é acometido pela fadiga de guerra e armadilhas culturais o prenderão num labirinto duradouro, transformando-o num traidor.

clip_image011E o último estrato é formado pelo Virya Gracioso Luciférico, raríssimo no Brasil, mas que é capaz de destruir desígnios culturais demiúrgicos com um simples sorriso luciférico. Sua marca essencial é seu carisma, que se transmite espiritualmente e favorece outros camaradas a se livrarem de toda Ilusão Criada. Deste tipo é que se conforma uma possibilidade real de mudança do cenário brasileiro, no sentido de formação de uma casta desperta, viril, uma verdadeira e nova Elite.


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 VVV

AVITVS AVGVSTVS

Legio VI – VOLVNTAS INVICTA

AVE LEGIO VI

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A Revolução Russa e o Império Eurasiático Hiperbóreo

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“(...)A força de querer, de querer uma Vontade durante muito tempo, é já um pouco mais forte na Alemanha, e na Alemanha do norte um pouco mais do que na do centro. Consideravelmente mais forte na Inglaterra, Espanha e Córsega, ali ligada à fleuma, aqui à dureza dos crânios – para não falar da Itália, que é demasiado jovem para poder já saber o que quer e que tem primeiro de demonstrar que é capaz de querer -, mas é mais forte e mais espantosa nesse imenso império intermediário onde a Europa como que reflui para a Ásia, na Rússia. Aqui a vontade – não se sabe se de negação, se de afirmação – está ameaçadoramente à espera de ser libertada, para pedir emprestada aos físicos da atualidade a sua palavra predileta. (...)” (Friedrich Nietzsche, Além do Bem e do Mal, 208)

“(...) Para que haja instituições deve haver um tipo de Vontade, instinto, ou imperativo, que seja antiliberal ao ponto da malícia: a Vontade de Tradição, de autoridade, de responsabilidade, cimentada sobre séculos de porvir, de solidariedade encadeada das gerações, desde o passado até o futuro ad infinitum. Quando essa Vontade se faz presente, algo como o Império Romano é fundado; ou como a Rússia, a única potência hoje dotada de resistência, que pode esperar, que ainda pode prometer algo. (...)” (Friedrich Nietzsche, O Crepúsculo dos Ídolos, 39)

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A aguda visão de Nietzsche, cuja pureza de Sangue lhe permitia ver muito além do que todos os Viryas não-Iniciados de seu tempo, lhe mostrou no que concerne a Potência Volitiva e Instintiva dos Povos as tendências relativas ao seu enfraquecimento ou fortalecimento no desdobrar do tempo transcendente.

Uma dose elevada dessas modalidades de Potência em uma Superestrutura Cultural é condição necessária para que um Líder ou uma Elite de Guerreiros-Sábios possam molda-la para finalidades estratégicas, como a própria mutação e liberação coletiva do Povo em questão e/ou o estabelecimento de uma nova frente de batalha na Guerra Eterna contra as forças satânicas que objetivam impor sobre o Mundo a Sinarquia do Povo Eleito.

As mesmas modalidades de Potência, porém, também podem ser utilizadas (e é o que mais comumente ocorre) para avançar as estratégias sinárquicas de degradação e poluição racial, deformação cultural, semitização psicológica e fagocitação mítica, caso se façam presentes os agentes Golens da Sinarquia, e não haja oposição estratégica suficiente e eficaz das forças hiperbóreas ou dos Viryas que intuem inconscientemente os princípios de oposição estratégica hiperbórea.

Com preciosa acuidade, a intuição de Nietzsche indicou-lhe que havia energias de enorme Potência residindo no Inconsciente Coletivo de certas Nações, como a Alemanha, a Itália e a Espanha, exatamente os baluartes dos regimes políticos mais vilipendiados e temidos pelas elites sinárquicas e pelos próprios Demônios e falsos “Mestres” da Fraternidade Branca, que quase viram seus planos mundialistas se arruinarem nas décadas de 20, 30 e 40 do século XX.

Porém, mais do que para qualquer outra Nação, a intuição de Nietzsche apontava na direção da Rússia. Nesse Gigante ao mesmo tempo europeu e asiático, posicionado no fluxo energético que vai da zona corológica asiática, menos mergulhada no caos da Kali Yuga, à zona corológica européia, um pouco mais sombria espiritualmente nesse momento um acúmulo de energias volitivas e instintivas que tornavam os russos o Povo mais capacitado naquele momento de forjar um Império a partir dessas energias potenciais.

clip_image002[11]Segundo os Registros Culturais hiperbóreos, os Espíritos dos atuais russos fizeram parte das últimas levas de Espíritos hiperbóreos que desceram voluntariamente (como foi o caso dos outros Arianos, em geral) a este Sétimo Inferno de Maya para travar Guerra contra o Demiurgo e seus seguidores, sendo por isso dotados de elevado grau de pureza sangüínea astral, e tendo sido outrora guiados pelo Siddha Kiev, fundador da cidade de mesmo nome, atual capital da Ucrânia.

A parte da constituição noológica do povo russo, porém, a importância estratégica da Rússia reside em dois outros elementos característicos de seu posicionamento geográfico e do caráter telúrico das diversas psicorregiões russas.

x_14c5c044 A primeira é o fato de que as estepes russas servem como um conduíte de energia telúrica e corológica, cujo uso estratégico permite empurrar a Europa na direção da Kali Yuga, de modo a que a mesma emerja das trevas mais rapidamente do que seria de acordo com o fluir natural do tempo macrocósmico. Um exemplo histórico auto-evidente pode ser encontrado nas invasões hunas, que empurraram as tribos ário-germânicas na direção do já decadente, corrupto e semitizado Império Romano, de modo que as mesmas conseguiram evitar uma catástrofe racial e espiritual total que era ruminada em segredo pelos sacerdotes Golens de Jeová-Satanás que controlavam o Império em seus últimos séculos, que se produziria com o colapso total da Muralha Atlante-Mediterrânea, a qual pôde ser sustentada parcialmente por mais alguns séculos graças ao furor germânico que foi infundido nos povos romanizados.

x_f8551eed A segunda importância estratégica da Rússia consiste em sua proximidade à Porta de Agharta na Mongólia, no eixo corológico que atua como “Motor da Kali-Yuga” e que, como um olho de furacão, é exatamente por isso o ponto menos sujeito às trevas espirituais da atual Idade, e que já foi utilizada diversas vezes pelos Siddhas para virem ao Mundo. Ainda que este ponto não esteja efetivamente na Rússia, a posição geográfica e a força geopolítica da Rússia propiciam que o controle da mesma praticamente garanta o controle da região em que se situa esta Porta.

O problema, porém, é que do mesmo modo que um pensador exotérico como Nietzsche sentiu o potencial russo, melhor ainda perceberam os Demônios de Chang Shamballah que projetando suas Consciências para o Futuro, viram claramente o perigo oferecido por uma Rússia Imperial alinhada com uma Alemanha Imperial. Pior ainda era o fato de que os Demônios de Chang Shamballah pressentiam que alguma presença terrível para seus Planos havia vindo ao Mundo, e se aproximava de emergir em algum lugar da Europa. O Siddha Navutan, Grande Chefe da Raça Branca, havia encarnado em algum lugar, e a apreensão tomava conta dos “Mestres” da Fraternidade Branca.

Onde quer que ele houvesse nascido, e indubitavelmente as atenções dos Demônios e o próprio Olho de Abraxas estavam posicionados sobre a Alemanha haja vista que já em fins do século XIX a atuação estratégica da Ordem Einherjar (posterior Thule-Gesellschaft), por trás da Prússia e de vários reveses preocupantes para a Sinarquia, como a Unificação da Alemanha, haviam se tornado evidentes para o Inimigo do Espírito, sem dúvida, um alinhamento entre a Alemanha e a Rússia poriam em risco a própria existência física de Chang Shamballah, a Cidade Infernal, que a partir da Rússia, e após a tomada da Porta de Agharta na Mongólia, poderia ser tomada de assalto a partir da Porta de Shamballah que fica no Tibet.

Assim, fica aberta a possibilidade de um entendimento noológico da Revolução Russa. O perigo teria que, de algum modo, ser desfeito, por meio da escravidão célere dos povos alemão e russo, e o instrumento adequado já havia sido aperfeiçoado pelo Povo Eleito de Satanás: o Marxismo.

Primeiro, porém, a Sinarquia precisava varrer a Europa de todos os vestígios do Ideal Imperial, que se manifestava com maior Potência principalmente no Império Alemão, no Império Austro-Húngaro e no Império Russo. Uma guerra, uma guerra mais destrutiva do que todas as vistas até então no tempo histórico seria necessária para poder varrer os Impérios e as últimas e já enfraquecidas Aristocracias que, porém, ainda assim eram baluartes de Honra, Valor e Heroísmo, e uma barreira nos planos da Sinarquia.

A partir da Grã-Bretanha, então a sede das principais forças manifestas da Sinarquia, arquitetou-se o conflito que veio a ser chamado “Primeira Guerra Mundial”. E contra tudo o que seria mais “natural”: um embate entre as Democracias sinárquicas e os Impérios Ário-Hiperbóreos, as manobras do Povo Eleito garantiram o derramamento de sangue entre os dois povos que haviam estado destinados a se aliarem, com a formação de Blocos que puseram a Alemanha e a Rússia em lados opostos do conflito.

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No fim da Guerra, quatro Impérios haviam caído. As últimas forças da Tradição Hiperbórea haviam sido derrotadas e os Indo-Europeus haviam sido exauridos em um inútil derramamento de sangue. O próximo passo deveria garantir a instauração da Sinarquia do Povo Eleito de modo rápido e antecipado.

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Os lugar-tenentes do Povo Eleito, os líderes do marxismo revolucionário, então, aproveitando-se da fraqueza gerada pela Guerra, deram o bote tentando submeter a Alemanha e a Rússia ao seu domínio e à escravidão. Enquanto na Alemanha a atuação das Freikorps, guiadas e financiadas pela Thule-Gesellschaft impediram a vitória hebréia, os círculos russos associados à Thule, compostos principalmente por místicos ligados à aristocracia e à Igreja Ortodoxa não conseguiram evitar que os Bijas emanados por Mestres da Fraternidade Branca tocassem os chakras do povo russo, permitindo-lhes assumir o controle do Arquétipo Psicóideo de sua Superestrutura Cultural, afundando os russos na animalidade revolucionária guiada pelos representantes do Povo Eleito.

A Família Imperial foi, então, oferecida em sacrifício a Jeová-Satanás por assassinos do Povo Eleito, e uma sangria generalizada foi desatada contra a Aristocracia e a Igreja Ortodoxa. O povo russo foi escravizado, e o Povo Eleito erigiu-se como elite revolucionária da Ditadura Soviética, saqueando, massacrando e esfomeando os russos e outros povos que tiveram o azar de se verem submetidos à sua Tirania.

clip_image002[15]Através da União Soviética, o Povo Eleito almejava assumir o controle de toda a Europa, adiantando em mais de um século a esperada chegada da Sinarquia. Única e exclusivamente a atuação do Führer e o desempenho heróico das Eternas SS, do povo alemão em geral e seus aliados, bem como de voluntários de todo o Mundo que ouviram a Voz do Sangue, e sentiram o Chamado do Führer, impediram que todo o Ocidente fosse varrido pelas hordas de escravos guiados pelos açoites do Povo Eleito.

clip_image004[20]Essa derrota infligida à Sinarquia, porém, bem como o desdobramento de outros planos fez com que após a Segunda Guerra o Povo Eleito e a Fraternidade Branca perdessem a maior parte do seu interesse na Rússia. A partir de então, a única importância da mesma para a Sinarquia seria servir para o desenvolvimento de uma tensão dramática de alto grau gerada pelo embate dialético dos dois principais sistemas sinárquicos, chamado comumente de “Guerra Fria”, que propiciaria a fagocitação de grandes parcelas da população mundial por variados Arquétipos Psicóideos, bem como indicaria para a Fraternidade Branca que sistema era efetivamente melhor para servir como modelo evolutivo da Sinarquia até que a mesma alcançasse sua Enteléquia.

A vitória dos Estados Unidos assinalaria, então, as Democracias Liberais do Ocidente como o modelo formal através de cujas matrizes a Sinarquia evoluiria até alcançar sua perfeição com sua concretização em ato.

Os reveses enfrentados pelo povo russo e pelos povos eslavos, porém, não foram suficientes para desintegrar o Espírito de seus Viryas. Diferentemente das Democracias Liberais que investiram toda sua Potência em fagocitar as próprias populações através da manipulação das Superestruturas Culturais, por meio de Mitos que resultaram na proliferação da miscigenação, da imigração, do consumismo, da promiscuidade, etc, os Estados Comunistas do Leste Europeu se limitaram a subjugar política e economicamente os Viryas sob seu controle.

clip_image006A parte, então, de certo desperdício de energia volitiva e instintiva potencial por parte dos povos eslavos, os mesmos emergiram da Guerra Fria quase intactos espiritualmente, ainda vigorosos em seu “barbarismo” ariano, em total contrariedade com os ocidentais que foram desvirilizados e subjugados por Mitos artificialmente construídos para impedir o Despertar dos Viryas, como o Politicamente Correto, o Holocausto, o Racismo, o Feminismo, etc.

Essa situação coloca hoje novamente os povos eslavos, e principalmente os russos, como representantes de uma séria ameaça aos planos da Sinarquia. O Destino previsto por Nietzsche, e adiado pelas maquinações do Povo Eleito está diante da Rússia, desde que uma Elite de Guerreiros Sábios lá emerja e seja capaz de Despertar o seu povo, e guia-lo na direção da Batalha Final.

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AVE LEGIO
• VI
VOLVNTAS INVICTA!

ARTORIVS LVPVS